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Terça-feira, Agosto 19, 2008

HPTREINADORES MUDA PARA TREINADORESHP

Caros leitore(a)s,

Informamos que a partir de agora o nosso projecto (hptreinadores) passa a ter continuidade no blog treinadoreshp.
Tal mudança deve-se somente ao facto de no novo blog podermos proporcionar novas funcionalidades aos leitores do blog, tais como, donwload de alguns documentos, fórum e outras utilidades que aqui não era possível proporcionar.
O treinadoreshp será exactamente a continuidade do projecto hptreinadores e apostará sempre na qualidade das postagens tal como até aqui.
A partir da presente data as nossas publicações continuarão em
Pedimos também aos nossos leitores que nos ajudem a divulgar o nosso novo blog, sobretudo no seio da família do hóquei em patins.
Foram dois anos de existência do hptreinadores, onde o balanço é positivo, mas com o passar do tempo sentimos necessidade de mudar para melhor.
Assim sendo, encontramo-nos a partir de agora em http://treinadoreshp.blogspot.com/.
O hptreinadores continuará activo, mas apenas para consultas e recordações.
Cordiais Saudações,
O administrador

Sexta-feira, Julho 11, 2008

ÚLTIMA PUBLICAÇÃO 07-08 E FÉRIAS...



Chegamos ao fim de mais uma época desportiva.

Todos temos o direito de descansar uns dias/semanas.

Em relação a 07-08 fazemos um saldo positivo deste espaço, apesar das muitas dificuldades por nós encontradas, tais como rejeições de opiniões técnico-tácticas por parte de treinadores, recusas a entrevistas, etc...

Continuamos também a depararmo-nos com o facto de exisitirem muitos pouco comentários.

Em 08-09 estaremos de volta, mas se os comentários continuarem a ser tão reduzidos e se as visitas diárias ao blogue não ultrapassarem as 150 pessoas, ponderamos seriamente encerrar o blogue. Mas esperamos que isso não suceda...

Mais uma vez relembramos que o blogue é de todos os interessados, curiosos e apaixonados pelo Hóquei em Patins.
A nossa causa é a apenas simplesmente o Hóquei em Patins...

Assim sendo, antes de partirmos, deixamos aqui o convite para darem uma leitura por algumas publicações do blogue que consideramos úteis ou relevantes:


Voltamos em Agosto de 2008.
Até lá boas férias a todos se for o caso disso

Segunda-feira, Julho 07, 2008

TREINADOR - QUEM DEVE PRATICAR ESTA PROFISSÃO?

Segundo Bota e Colibaba, 2001, "A profissão de treinador ganhou particular importância e apreço na vida social nos dias de hoje. Esta profissão está estreitamente ligada à edificação da capacidade desportiva de Alta Competição da nação, em qualquer ramo ou modalidade desportiva. Por outras palavras, quanto mais altos são os conhecimentos e os hábitos profissionais dos treinadores, mais altos serão os desempenhos desportivos da nação.
Esta aspiração é difícil de cumprir nas condições, nas quais são ignoradas as exigências da profissão de treinador. Presentemente nem todas as pessoas que desejam tornar-se treinadores têm o potencial para desempenhar esta tarefa.
Ao estabelecer «quais as aptidões necessárias a este papel», devemos perguntar-nos primeiro «Quem deve praticar esta profissão?»
- Aqueles que praticaram com abnegação o respectivo Desporto e que experienciaram eles próprios os rigores do treino e das competições. São preferidos os desportistas de Alto Rendimento (mestres do Desporto) cuja personalidade é apropriada à profissão de treinador;
- Aqueles que têm vocação (inclinação, talento) para esta profissão. Neste caso vocação significa um conjunto de traços da personalidade do qual não devem faltar:
  • a capacidade de incentivo - a capacidade de estimular, activar, impulsionar a equipa (os desportistas) e de solucionar qualquer problema, sejam quais forem a natureza e a dificuldade da mesma;
  • feitio de carácter - um alto nível de conduta moral, de paixão, vontade de ensinar aos outros, de perseverança, determinação, intransigência, espírito crítico incisivo, autocontrolo afectivo, sociabilidade, modéstia, respeito aos princípios, etc;
  • aptidões de educador - requerem a superação dos limites desportivo-práticos e o envolvimento noutros aspectos educacionais da personalidade: moral, estético, intelectual. Não devemos esquecer que o treino desportivo é, no entanto, um processo didáctico que necessita o conhecimento e a direcção de toda a actividade com base em princípios didácticos, com regras e estratégias bem definidas(...);
  • aptidões de psicólogo - sintetizadas na expressão «Faça com que acreditem». A confiança ilimitada ganha-se apenas quando os desportistas (equipa) notam que as decisões e as recomendações feitas pelo treinador são coroadas de êxito (...);
  • habilidades intelectuais - a inteligência verbal, espírito de observação, rapidez de pensamento, imaginação, memória, atenção distributiva, espírito pragmático e lógico;
  • aptidões de dirigente e organizador - qualquer treinador deve ter uma autoridade de competência profissional, e não só de cargo (por nomeação). Uma óptima direcção pressupõe, em primeiro lugar, uma preparação de especialidade rigorosa (conhecimentos teóricos, experiência prática, informação permanente, conhecimentos didácticos, psicológicos, biomecânicos, bioquímicos, sociológicos, etc.), e, em segundo lugar, uma preparação estritamente necessária no domínio da ciência da direcção (management) com aplicações na actividade desportiva específica (...);
  • Outras aptidões e capacidades - capacidade de intuição; capacidade de criação; capacidade de direcção autoritária; capacidade de decisão rápida; espírito de sacrifício.

A selecção das pessoas que se dedicam à profissão de treinador é, tal como já salientámos, uma condição «sine qua non» para a prosperidade da actividade desportiva de alto rendimento.

O valor dos treinadores não está ligado nem ao volume (às vezes imenso) do trabalho, nem à amplidão das actividades, nem à energia física e nervosa consumida, mas sim ao resultado desportivo obtido. Cada resultado desportivo em parte pode fazer subir ou descer uma pessoa na escala profissional. O homem-chave, que assume a responsabilidade em todas as circunstâncias, é o treinador. De modo especial, numa derrota, o «culpado» é sempre o treinador.

A profissão de treinador e mais do que uma profissão, é uma vocação, com tudo o que esta noção requer: fidelidade, paixão, entusiasmo, sacrifício. Mais ainda, esta vocação é exercida num mundo de incerteza e do acaso:

  • escolher jogadores e formá-los, sem saber antes o que vão realizar;
  • «lançá-los» na luta competitiva, e orientá-los para a obtenção de altas performances no momento decidido, por oportunidade, ou por certas condições favorecedoras;
  • lutar com toda a energia, sem grandes esperanças;
  • aguentar tudo, continuando a luta;
  • esperar e ver-se eliminado, sem pretender explicações e sem poder compreender;
  • subir muito para cima, e depois «cair»;
  • «caído», ver-se pisado por aqueles que, não há muito tempo, o idolatravam;
  • demonstrar sempre ser bom, e sendo bom, ser ignorado;
  • obter a vitória, na maioria dos casos para outros, ou suportar a derrota dos outros;
  • sentir a ilusão da vitória, e ao mesmo tempo lamentar ter vencido;
  • uma vez vencedor, ao consignar na agenda a vitória, saber que do outro lado há um vencido que consigna a sua derrota;
  • «...finalmente, ver-se sozinho, irremediavelmente sozinho, com os seus pensamentos, que nunca o deixam em paz, fora e dentro da casa;
  • ...e amanhã começa um novo calvário cm que já se habituou e de que nunca se pode livrar» (R. Busnel, 1981)."

Fonte: BOTA, Ioan e COLIBABA, Dumitru, "Jogos Desportivos Colectivos" - Teoria e Metodologia, (p. 25-28), Colecção Horizontes Pedagógicos, Edições Piaget - Instituto Piaget, Lisboa, 2001

Quarta-feira, Julho 02, 2008

TREINADORES JOVENS? OU MENOS JOVENS?

«Nos últimos anos, sobretudo nos últimos oito anos, em todas as modalidades e não só no hóquei em patins, temos lido e lidado com a seguinte expressão e mentalidade "é um treinador jovem, ambicioso e que nos dá garantias".
Quantas vezes é que também já não se ouviu esta expressão pela boca de muitos dirigentes, adeptos, comunicação social e até mesmo jogadores.
De repente criou-se um certo mito "camuflado" de que quem é um treinador jovem é bom e sabe da coisa e quem já tem muita experiência ou uma idade avançada, está ultrapassado e desactualizado.
Aqui convém referir que em certa parte a comunicação social tem responsabilidades, porque deu asas a que esse tal mito "camuflado" se instalasse em certa medida.
Quer queiramos ou não, esse mito "camuflado" está criado e a tendência dos últimos anos foi mesmo essa, contratar treinadores jovens, porque segundo dizem são muito melhores.
Ninguém diz é que muitas vezes se contratam treinadores jovens, porque além de terem também eles competência, são muito mais baratos aos clubes e como estão em início de carreira ou porque precisam de enriquecer o currículum, estão mais sujeitos a certas coisas.
Muitas também são as vezes em que ouvimos dizer "este treinador sim, tem métodos bons, inovadores e que motivam muito". Como quem diz que os treinadores com mais idade e mais experiência utilizam métodos ultrapassados e que já tiveram o tempo deles.
Desengane-se quem assim pense.
Pessoalmente penso e tenho a certeza que a idade não está ligada com a competência de um treinador.
O que faz um treinador ser bom ou melhor que outro é a sua competência, os seus jogadores, as condições que o clube lhe proporciona, um pouco de sorte como em tudo na vida e alguns outros factores que anteriormente já publicamos no blog em postagens anteriores.
Os treinadores devem ser avaliados ou "julgados" pela sua competência e entenda-se aqui que a palavra competência significa muitas coisas e nunca pela idade.
Pelo ponto de vista de que o treinador mais velho está ultrapassado, por exemplo não teríamos visto a selecção de Espanha de futebol a ser campeã da Europa, porque à partida já estaria condenada ao insucesso por ter um treinador com sessenta e nove anos.
Pegando neste caso, porque é recente, apesar de nós sabermos que há muitos outros casos destes em muitas outras modalidades e o hóquei em patins não é excepção, a selecção espanhola seria uma selecção tacticamente ultrapassada, o que não me pareceu nada, os jogadores não teriam tanta motivação, o que também não me pareceu nada e seria uma selecção pouco ambiciosa, o que também não me pareceu mesmo nada.
E, afinal o tal sr. treinador tem sessenta e nove anos. Já não é propriamente um jovem. Como é possível?
Com isto também não estou a querer dizer que os treinadores jovens afinal não sabem assim tanto como aparentam, ou querem mostrar, porque há grandes treinadores jovens e que sabem muito.
Penso é que como em tudo, há bons e maus treinadores e há os mais competentes para e os menos competentes para. Tudo isto independentemente da idade do treinador e do seu método de trabalho.
Abordando também a questão do método de trabalho, nos últimos anos também se criaram certos mitos. Os tais mitos dos exercícios espectaculares, do treino integrado, de certas filosofias e do blá blá...
Eu já tive treinadores que utilizavam os tais métodos ultrapassados, do género treinos com 2 horas de duração, onde 1 hora das quais era a subir de descer montanhas e repetíamos esta sequência no início da época, no Natal e na Páscoa e os restantes treinos era bola ao meio-campo e nada mais e conseguimos grandes vitórias e grandes feitos. Tudo isto sem os tais métodos inovadores.
Como também já tive o inverso, grandes métodos, excelentes exercícios a todos os níveis e resultados? Aquém das expectativas.
Cada treinador tem a sua forma de ser, de estar e de trabalhar. Sabemos que há coisas que realmente estão ultrapassadas e que não são vantajosas do nível do treino físico/técnico/táctico/psicológico, mas também sabemos que há estratégias ou métodos que com esta e aquela equipa funcionam e com outras não funcionam minimamente.
Tudo isto é um pouco subjectivo e dependente de muitas coisas.
Tipo aquela velha questão um treinador é despedido por causa de uma série de maus resultados, vem um novo treinador e a equipa faz de imediato não sei quantos jogos sem perder. As pessoas dizem logo "estás a ver, este treinador é que é bom, com o mesmo plantel, não perde e aplica cá uns exercícios espectaculares e um treinador com métodos fantásticos".
Sem questionar a qualidade do treinador que veio substituir será que alguém, sem ser treinador, já questionou alguma vez que os exercícios podem não ser assim tão espectaculares, que o método pode não ser assim tão fantástico e que pode é por exemplo o clube ter dado a este treinador que entrou agora de novo muitas melhores condições dos que as que teria o anterior treinador?
É que isso também faz muita diferença e muitas vezes, sem nós que estamos por fora sabermos, faz-nos dizer este treinador é bom e aquele não, ou este já está ultrapassado.
Poderíamos ficar aqui muito mais tempo a debater este tema. Todo ele está rodeado e recheado de muita subjectividade.
Apenas volto a frisar que os bons treinadores vêem-se pela sua competência e capacidades e não pela idade.
Eu acredito tanto que há grandes treinadores de vinte e poucos anos como também os há com setenta ou oitenta e muitos anos. Não acredito que um treinador no activo com idade superior seja menos ambicioso que um treinador jovem.
Não acredito, porque não conheço nenhum treinador de nenhuma modalidade que dê e planeie treinos e defina estratégias para isto e para aquilo e que vá para o campo sem se importar se vai ganhar ou perder.
Todos os treinadores, jovens ou com idade avançada, querem apenas e somente uma coisa: GANHAR.
Outra coisa que quero frisar aqui é que os treinadores, sejam elas quais forem as suas opções tácticas, de convocatória, de substituições e por aí fora, todas essas opções também só têm uma finalidade: GANHAR.
Para mim GANHAR em certa parte jé é ser-se bem ambicioso.Outra questão que quero aqui levantar é a seguinte: "Então a experiência não conta?" Imaginem só o quanto competente e "bom" poderá ser um treinador de idade avançada, que além ter continuado sempre a estudar a evolução da sua modalidade e dos seus próprios métodos, tem consigo a experiência acumulada de vários anos.
Na minha opinião a experiência acumulada de anos ajuda um treinador a ser competente. Mas com isto não estou em nada a querer afirmar que se for um treinador jovem com pouca experiência que já não é competente. Nada disso. O treinador jovem poderá não ter experiência acumulada, mas poderá ter outras qualidades que superem a falta da experiência acumulada.
Por tudo isto e não só, penso que devemos combater o mito "camuflado" que treinadores jovens são bons e ambiciosos e treinadores menos jovens estão ultrapassados e vice-versa, porque às vezes também se ouve "olha-me este puto que só anda nisto há dois dias e pensa que sabe" e o "problema" é que o treinador jovem muitas vezes pensa que sabe e sabe mesmo, mostra resultados e isso nem sempre "cai" bem aos tais que já andam nisto há mais tempo.
Jovem ou não o que se quer é treinadores competentes, capazes, líderes, sabedores, bons ensinantes e que saibam lidar com todo o tipo de situações que possam surgir, quer sejam elas boas ou menos boas.
Não podemos é julgar e definir a competência dos treinadores pela sua idade e não nos esqueçamos também que quanto maior for a qualidade da equipa/plantel, muito provavelmente, menor poderá ser a qualidade do treino em todos os aspectos, porque umas coisas podem camuflar outras e tapar "muitos olhos". Quanto menor for a qualidade da equipa/plantel, ou mais limitações tiver, mais o treinador tem de "enriquecer" o treino...
Fonte: Opinião pessoal de Hélder Antunes

8ª CLÍNICAS DE VERÃO






Fotos cedidas por Mundo OK em http://www.mundook.net/

Domingo, Junho 29, 2008

ALL STAR MASCULINO 2008 - Mundo OK



O All Star Masculino, vai-se realizar no Pavilhão da Nortecoope (Maia) no dia 5 de Julho, contendo o seguinte programa:
15:00 - All Star Veteranos

16:15 - Concurso de Livres Directos (Eliminatórias)

16:45 - All Star Sub-23

18:00 - Concurso de Livres Directos (Final)

18:15 - All Star Game Seniores


As receitas de bilheteira revertem a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Mais informações em

Sábado, Junho 28, 2008

TORNEIO DE VERÃO 2008 - VILA BOA DO BISPO




Nos próximos dias 18, 19 e 20 de Julho de 2008, Vila Boa do Bispo, receberá no pavilhão gimnodesportivo local (pavilhão da A.C.D.C.P. Vila Boa do Bispo), a 3ª edição do seu Torneio de Verão.

Este ano o Torneio de Verão contará com a participação aproximada de 30 equipas e terá a duração de 3 dias.

As equipas, onde participam atletas do sexo masculino e feminino a partir ou com idade igual ou superior ao do escalão etário de juvenil, já se encontram inscritas e pelo leque de jogadores e jogadoras presentes, está já garantido grandes jogos de hóquei em patins e grandes emoções.

Aos que já não podem participar, resta a opção de poder assistir ao evento. A cada ano que passa este é já um torneio referência do mundo do hóquei patinado português.

Mais informações em http://www.torneiodeverao.com/

Terça-feira, Junho 24, 2008

Mudanças do humor em mulheres atletas: uma análise da psicologia do esporte

Afonso Antonio MACHADO, Carlos Augusto Mota CALABRESI
Universidade Estadual Paulista, LEPESPE, Escola Superior de Educação Física de Jundiai- Brasil
Resumo:
Diante da trajetória esportiva é possível estabelecermos vários parâmetros de comparação entre o desenvolvimento do estado de humor de atletas, sejam eles iniciantes ou experientes. Devido aos altos índices de crises depressivas percebidas em treinamentos e competições, dos variados níveis, ou mesmo, diante das manifestações a que nossos craques nos brindam, em embates esportivos ou reuniões sociais, esta pesquisa analisou, em especial, as alterações emocionais em atletas femininas adolescentes; tais indagações permitiram verificar os agentes causadores desta instabilidade, no contexto competitivo.
Palavras – chave: alterações emocionais, atletas femininas adolescentes, competição
Breve revisão de literatura
As emoções são reações fisiológicas, físicas e psicológicas que influem na percepção, aprendizagem e desempenho. Apesar de muitas divergências, parece haver um consenso entre os teóricos de que a emoção deve ser considerada como um construto psicológico constituído por muitos aspectos ou componentes:
- componente de valorização ou avaliação de estímulos e situações;
- componente fisiológico de ativação ou eliciador;
- componente de expressão motora;
- componente motivacional, incluindo as intenções de comportamento ou prontidão comportamental;
- componente de estado subjetivo dos sentimentos
Os sintomas de emoção incluem mudanças profundas em todo o corpo, reguladas pelo sistema nervoso central, pelo sistema autônomo (simpático e parassimpático), e pelas glândulas endócrinas. Logo, existem vários indicadores dessas mudanças corporais:
a) resposta galvânica da pele;
b) distribuição do sangue,isto é, os vasos sanguíneos se dilatam ou se contraem; c) ritmo do coração, os batimentos cardíacos se aceleram ou diminuem;
d)respiração, o ritmo e a profundidade da respiração se alteram;
e) resposta pupilar;
f) secreção de saliva ,tende a aumentar;
g)resposta pilomotora;
h)motilidade gastrointestinal;
i) tremor, pressão e tensão nos músculos e
j) composição do sangue, pois existem mudanças no açúcar do sangue, equilíbrio ácido-base e conteúdo de adrenalina.
É importante considerar, também, que a expressão emocional se desenvolve através da maturação e da aprendizagem; por exemplo, o bebê chora quando nasce, pois nasce com a capacidade de chorar, mas a capacidade de sorrir vem com a maturação. Portanto, a criança precisa aprender tanto as oportunidades para a emoção quanto o controle da expressão emocional, segundo os padrões aceitos em sua cultura. As culturas ensinam formas convencionais de expressar as emoções que se tornam uma linguagem reconhecida por todos que vivem na mesma cultura.
A maturação dos padrões emocionais ocorrem de maneira gradual, pois o bebê recém-nascido possui um repertório muito limitado de respostas emocionais. Nos primeiros meses, o comportamento reflete o estado interno da criança. As respostas a estimulações ambientais e a estímulos internos são bem diretas e apenas gradualmente se tornam reconhecíveis com um "título" adequado. Assim, as formas características da emoção, bem como muitas ações que a expressam, desenvolveu-se através da maturação (Fiamenghi, 1994).
Então a função da emoção, assim, é a de ser uma interface entre o organismo e seu meio, fazendo a mediação entre situações e eventos constantemente mutáveis e as respostas comportamentais do indivíduo. Além disso, a emoção permite avaliações constantes dos estímulos internos e externos em termos de sua relevância para o organismo e na preparação de reações comportamentais que podem ser necessárias como respostas àqueles estímulos.
A avaliação de qualquer estímulo interno ou externo, registrada pelos órgãos sensoriais do organismo, é estabelecida por uma seqüência de checagens específicas com critérios ordenados hierarquicamente (por exemplo, aspecto inesperado do estímulo; prazer ou desprazer intrínseco; tendência a atingir objetivos ou necessidades; potencial para lidar com o sucesso; autocompatibilidade) e como é um processo contínuo, ás vezes ocorre a omissão de alguns passos ou mesmo sua ativação apenas na presença de certas condições.
A noção de que os estados emocionais humanos são o resultado complexo de uma série de checagens avaliativas dos estímulos é adequada para explicar o grande número de estados emocionais altamente diferenciados que experienciamos e que, muitas vezes, somos incapazes de descrever (Fiamenghi, 1994).
A emoção pode revelar ao sujeito que os eventos estimuladores possuem um nível significativo para ele; isso pode revelar que sua sensibilidade faz com que aquele significado tenha existência. Pode-se descobrir, por exemplo, que, devido a timidez, o sujeito não sabe lidar com situações sociais. Através das emoções as pessoas entram em contato com o mundo. Ao mesmo tempo, entram em contato consigo mesmas: sendo inseguras ou dependentes, ou desejosas de cuidado e atenção; a consciência da emoção pode modificar a auto-estima.
Cada resposta emocional tende a ser avaliada em termos da própria auto-avaliação e de outras normas ou outros valores. Alguém que esteja sentindo dor ou desespero pode odiar-se por isso. Pode sentir medo e considerar-se covarde. Alguém pode estar com raiva e se sentir objeto da raiva de alguém. A experiência emocional, em outras palavras, estende-se além da própria emoção: possibilidade demarcar o percurso do sentimento, mapear a ação, o gesto e a área sentida....
Isso se aplica também em que viver algumas emoções é ser capaz, ou incapaz, de experimentar e lidar com seus tipos específicos. Sentir muito medo e ser capaz de suportá-lo ou continuar a agir friamente em situações de perigo e suspense pode ocasionar sensações de poder e de adequação.
Geralmente, as emoções produzem um senso de experiência e funcionamento, de possuir e utilizar recursos. Isso também se aplica a emoções negativas como tristeza e ansiedade. A ansiedade, em particular, é uma experiência que não é valida apenas negativamente. O valor emocional positivo da ansiedade surge em parte da sua variabilidade (Fiamenghi, 1994).
O significado desse valor emocional não está presente apenas na ansiedade, mas também no luto, no ódio ou na culpa. Cada grande paixão pode ampliar esse sentimento de estar vivo e em funcionamento até os seus limites. A falta de emoção, ao contrário – como o que ocorre em alguns casos de despersonalização,- é terrível. Ela aumenta o senso de não-existência.
Um aspecto importante do auto-significado é a avaliação do senso de controle que as pessoas têm sobre suas emoções e o senso de responsabilidade pelos sentimentos e ações envolvidas. As pessoas podem sentir-se culpadas em relação a sua raiva, mesmo que sua raiva nunca seja expressa; e podem sentir-se livres de responsabilidades por atos cometidos compulsivamente, sob o poder da emoção. Uma pessoa pode temer as emoções por causa da ameaça de controle sobre os eventos ou, especificamente, por causa do medo de ser incapaz de resistir a uma tentação particular (Fiamenghi, 1994).
Podemos observar também que o mesmo grau de excitação pode levar tanto a desorganização como a organização do comportamento em uma mesma situação.
A emoção está diretamente relacionada com a excitação, mas não pode ser simplesmente identificada com esta, porque o sistema límbico tem evidentemente uma contribuição decisiva (apesar de não plenamente compreendida) no processo emocional, e os processos de pensamento são uma característica importante de qualquer emoção. Vale ressaltar que a distinção mais clara entre as diversas emoções encontra-se nas idéias que acompanham cada uma das emoções e nas ações que essas idéias suscitam.
Por isso que o componente de expressão motora e de reação comportamental intencional são frequentemente observáveis nos padrões de expressão motora; tanto a reação como a intenção comportamental do indivíduo são comunicadas ao ambiente. As emoções modificam a excitação básica de acordo com a situação em que o indivíduo se encontra. A excitação é transformada em ações sensoriais e motoras; logo, qualquer ação envolve movimento, sensação, sentimento e pensamento (Fiamenghi, 1994).
As sensações são processos reais do corpo, por exemplo, quando sentimos o coração pesado ou leve, frio ou aquecido, algo esta acontecendo no nível físico, no corpo, que nos faz sentir assim. O que acontece pode ser bem mais descrito como aumento ou diminuição no estado de excitação corporal.
O estado de excitação do organismo é sempre visível no corpo, pois toda ação tem sua origem na atividade muscular; por exemplo, ver, ouvir, falar, andar requerem a ação dos músculos. Os músculos se contraem e/ou se expandem como resultado de uma série interminável de impulsos do sistema nervoso, que se manifesta corporalmente como mudanças em nossa posição de estabilidade.
Quando ocorre um nível elevado de excitação, há maior afluxo de sangue até a superfície do corpo, os olhos brilham, aumenta o tônus da pele, os movimentos fluem, as mãos ficam mais aquecidas, o cérebro é ativado e os batimentos cardíacos se aceleram. Em situação extrema oposta a essa – a morte – os olhos ficam imóveis e vidrados, o corpo para de se mexer e a pele se torna pálida e fria (Fiamenghi, 1994).
Assim, dependendo do estado de excitação, o corpo exibe um aumento ou diminuição de atividade; por exemplo: na dor intensa, o corpo se dobra e a respiração é curta; na raiva, o corpo fica quente, os olhos brilham; no prazer, o corpo se expande, a respiração é lenta (os órgãos e tecidos estão mais excitados e pulsam com intensidade) o sangue flui até a superfície do corpo.
Quando o organismo, por algum motivo, inibe a expressão de seus sentimentos, impedindo o fluxo de excitação, isso faz com que os músculos se tornem tensos e contraídos. E com o passar do tempo e repetição das situações, as ações tornam gradualmente hábitos, isto é, as ações tornam um caráter fixo, imutável. Os músculos ficam tensos, duros e rígidos em todo o corpo, reduzindo a mobilidade e a flexibilidade do corpo.
Um corpo vivo está em constante movimento; essa motilidade é inerente a ele, é a base de sua atividade e resulta de um estado de excitação interna que se expressa continuamente na superfície do corpo. Quando a excitação aumenta, há mais movimento, quando diminui, o corpo torna-se mais inerte: toda pressão emocional produz um estado de tensão no corpo (Fiamenghi, 1994).
Então uma das maneiras de se aliviar as tensões musculares é através de exercícios físicos. Os exercícios físicos propõem-se a ajudar a pessoa a entrar em contato com suas tensões e libera-las por meio de movimentos apropriados. E como resultado de várias pesquisas realizadas nos últimos anos, tem-se comprovado cada vez mais a relação entre realização de exercícios físicos e benefícios psicológicos deles resultantes.
Roth (1989) afirma que mesmo uma única sessão de exercícios pode ser útil para aumentar a percepção de resistência ao stress, melhorar o humor e ampliar algumas funções cognitivas. Roth e Holmes (1987) afirmam que situações de vida negativamente estressantes tem pouco impacto sobre a saúde do sujeito com alto grau de capacidade física; sujeitos com baixo grau de capacidade física experimenta níveis mais altos de depressão. Assim, a capacidade física foi uma variável moderadora confiável na relação stress-doença e sugere que um aumento da capacidade física pode ser uma maneira de diminuir os efeitos inevitáveis do stress.
Janoski e colab. (1981) demonstraram que sujeitos participantes de um treino de exercícios aeróbicos obtiveram uma melhoria nas suas habilidades físicas, autoconfiança, e habilidades não físicas (por exemplo, capacidade de correr, tempo de estudo, confiança na capacidade de estudar, tolerância a frustração). Ewing e Scott (1984) observaram que as pessoas participantes de pesquisas conseguiram um aumento de energia, vigor, otimismo e bem-estar após sessões de exercícios aeróbicos; no entanto, não houve efeito quanto aos estados cognitivos dos sujeitos em relação aos exercícios físicos.
McCann e Holmes (1984) fornecem evidencias de que a participação em programas de exercícios aeróbicos foi efetiva para reduzir a depressão. Roth e Holmes (1987) demonstraram que os exercícios aeróbicos foram mais eficazes do que o relaxamento para reduzir a depressão de correntes de eventos estressantes da vida; esse efeito apareceu apenas cinco semanas após o treinamento.
Wilson, Berger e Bird (1981) sugerem que corredores mais ansiosos tendem a beneficiar-se da corrida do que os menos ansiosos e observaram que a ansiedade diminui durante as sessões. Também Dyer e Crouch (1987) observaram que corredores tem mais estados emocionais positivos do que os não-corredores.Seus perfis emocionais foram mais positivos após a corrida e houve diminuição na tensão,depressão, raiva e confusão.
Os aspectos bioquímicos envolvidos nas atividades físicas, de forma a produzir mudanças emocionais estão relacionadas as endorfinas . Francis (1983) afirma, em uma revisão sobre o papel das endorfinas, que esses peptídios opióides endógenos modulam a sensação de dor e analgesia, estando além disso associados à regulação de suprimento de energia do corpo.
Aparentemente, desempenham um papel ao provocar respostas mobilizadoras ao stress, e seu funcionamento fisiológico pode estar relacionado ao hormônio adenocorticotropina (ACTH), conhecido por sua função de liberação de cortisol e seus efeitos metabólicos diretos que permitem que ao organismo um melhor ajustamento as mudanças extremas, além de possuir vários efeitos no sistema nervoso central, influenciando a motivação e a vigília.
Assim, as várias ações das endorfinas revelam que elas atuam paralelamente as mudanças que ocorrem na homeostase dos indivíduos que desempenham atividades aeróbicas; não apenas os exercícios resultam em níveis elevados de ACTH, cortisol e catecolaminas, mas também o condicionamento físico parece alterar os estados de humor e o comportamento adaptativo. Segundo Williams e Getty (1986), as endorfinas podem explicar os efeitos positivos dos exercícios no estado de humor.
Berger e Owen (1983), observaram mudanças positivas em estados emocionais ocasionadas pela prática da natação e notaram que a atividade deve durar 40 minutos, para que produzem efeitos psicológicos, de preferência três sessões de 20 minutos de duração, com 70% a 80% de máxima taxa cardíaca.
A análise dessa amostra de literatura bem como de seus resultados sugerem a necessidade de mais pesquisas, pois os resultados de trabalho nessa área demonstram uma variabilidade de implicações teóricas e práticas interessantes e potencialmente importantes em relação à associação entre estados emocionais e a participação em programas de exercícios físicos.
Embora as pesquisas concernentes à relação entre exercícios físicos e estados emocionais apresentem limitações e muitas vezes problemas metodológicos, vamos abordar tal tema, levando em conta, é claro, as considerações feitas como uma forma de poder fornecer uma parcela de contribuição nessa área do conhecimento humano.
Metodologia
A revisão de literatura garantiu o estudo realizado pela pesquisa de campo, do tipo estudo de caso, numa equipe de Voleibol Feminino Juvenil. Adotou- se a técnica do questionário aberto, para a coleta de material que favoreceria a observação direta e a entrevista. Todo o material coletado foi analisado através de uma categorização multidirecional, que possibilitou rico levantamento de dados. O objetivo do estudo
foi investigar sobre a incidência de alterações emocionais e buscou-se analisar as causas, freqüência e tentativas de soluções adotadas para a situação.
Resultados
Constatou-se, através da observação direta, dos questionários e da coleta de depoimentos, em entrevistas, que a perda de prestígio e da posição de jogadora titular, acompanhado de problemas afetivo pessoais ( solidão, angústia, medo e depressão, entre eles) são as principais causas destes transtornos em atletas.
Grande número delas não consegue imaginar a possibilidade de perda de posição, como titular, e computam a isso uma desmoralização e humilhação muito grande, que causa transtornos emocionais de alta monta. Não têm com quem conversar sobre esta situação e sofrem, caladas e abaladas, sem controlar tal ansiedade de antecipação.
A incidência da instabilidade emocional é maior antes e após partidas decisivas, independente de resultados, mas sempre se agrava após derrotas. O fato de estar disputando uma partida que classifica ou que elimina a equipe, parece ser um referencial sem chances de ser tratado com equilíbrio: sofre- se até as últimas conseqüências. Uma derrota assume o peso da morte, da destruição total e das oportunidades encerradas. O que demonstra um despreparo diante do desconhecido, inclusive numa situação constante, como o caso de jogo de classificação.
As duas situações anteriores deixam antever a necessidade de um preparo psicológico adequado ao grupo, por percebermos que as atletas não têm controle sobre alterações mínimas da rotina de um atleta, como o perder posição, perder um jogo, elementos da vida do atleta que participa de um campeonato, seja de que nível for.
O técnico é o profissional mais procurado, na fase emocional instável e as atletas temem, inclusive, a perda salarial, em temporadas de pouco rendimento atlético, além da possibilidade de dispensa da equipe. Relatos de atletas apontam que a procura pelo técnico se dá em função de sua liderança no grupo, apesar de, nem sempre, corresponder à imagem do adulto ou dirigente mais controlado emocionalmente.
Conclusão
A figura do psicólogo do esporte foi sugerida e solicitada pelas atletas analisadas, com unanimidade, porém a possibilidade de contato e acompanhamento psicológico ¨convencional¨ é remota, dada a conotação pejorativa que intervenções psicológicas sofrem no meio esportivo, tanto pelos dirigentes, atletas e mídia, quanto pelo distanciamento a que os próprios psicólogos se impõem, aos momentos esportivos.
Apontou- se uma preocupação maior com um trabalho mais humanizado do que o meramente técnico- físico, apesar de temerem pela perda da qualidade técnica, se tiverem que diminuir horas de treinamento para incluir o trabalho psicológico.
Chama a atenção a observação sobre o comportamento do técnico, no que diz respeito ao controle emocional, em especial se pensarmos na questão da modelagem social à que os líderes estão expostos, mas o importante é observar que se acredita na possibilidade de um trabalho diferente, o que já garante uma oportunidade de atuação, com menor resistência do grupo.
Bibliografia
BERGER, B.G.: OWEN, D. R. (1987)- Anxiety reduction with swimming: relationships between exercise of state, trait and somatic anxiety. Int. J. Sport Psychology, 18: 286-306.
BERGER, B.G. & OWEN, D.R. (1992)- Mood alteration with yoga and swimming: Aerobic exercise may not be necessary. Perceptual and Motor Skills, 75: 1331-1343.
DYER, J. & CROUCH, J. (1987)- Effects of running on moods: A time series study. Perceptual and Motor Skills, 64: 783-789.
ENGELMANN, A. (1978)- Os estados subjetivos. SP: Ática.
EWING, J.; SCOTT, D.; MENDEZ, A. & MCBRIDE,T. (1984)-Effects of aerobic exercise upon affect and cognition. Perceptual and Motor Skills, 59: 407-414.
FIAMENGHI, M.C.B. (1994)- Atividades Físicas e Estados Emocionais: Relatos verbais sobre estados emocionais como indicadores dos efeitos de um programa de atividades físicas para adultos.Campinas: UNICAMP (Dissertação).
FRANCIS, K.T. (1983)- The role of endorphins in exercise: a review of current knowledge. Journal of Orthopaedic and Sport Physical Therapy, 4 (3): 169-173.
LEVY, R. (1984)- The emotions in comparative perspective. IN: K.SCHERER & P.EKMAN (1984)- Approaches to emotion. New Jersey: Lawrence Erlbaum.
ROTH, D.L. & HOLMES, D.S.(1987)- Influence of aerobic exercise training and relaxation training on physical and psychologic health following stressful life events. Psychosomatic Medicine, 49:355-365.
ROTH, D.L. (1989)- Acute emotional and physiological effects of aerobic exercise. Psychophysiology, 26: 593-602.
Fonte: Afonso Antonio MACHADO, Carlos Augusto Mota CALABRESI, Universidade Estadual Paulista, LEPESPE, Escola Superior de Educação Física de Jundiai- Brasil.

Segunda-feira, Junho 16, 2008

O TREINADOR DESPORTIVO - PERFIL E COMPETÊNCIAS

Artigo publicado no Sintrasport da autoria de João Silva (Simão) - Atleta Sénior do Mem Martins.
Vale mesmo a pena ler

«Muito do êxito desportivo de uma equipa, seja esta de futebol ou de outro desporto qualquer, depende em muito do seu treinador. Depende da forma entusiasta ou não como este organiza, gere e idealiza todos os treinos e competições.

Um treinador tem de ser sobretudo um bom líder, transmintindo aos seus atletas os seus conhecimentos, fazendo estes aprofeiçoarem-se de modo a conseguirem corresponder às exigências da competição. Sobretudo, um treinador tem que ser um gestor de recursos humanos. Tem de saber como lídar com os seus atletas de forma a obter deles o seu máximo.

Para mim o melhor treinador é aquele treinador da tal “nova geração” ou lá o que queiram chamar-lhe. Tem de ser um treinador que se actualiza constantemente, que procura a todo o instante melhorar-se a si próprio de forma a puder-se autovalorizar desportivamente, pudendo melhorar por consequência o rendimento da sua equipa. Para mim o melhor exemplo português é o tão conhecido José Mourinho.

O treinador tem de ser a cara do grupo. Tem de deter um estatuto de autoridade. Sendo que cada treinador tem a sua forma de liderar. Temos treinadores que vivem na base da disciplina e da ordem. Neste caso o treinador caracteriza-se por ser aquele treinador rijido e fechado que não dá confianças aos jogadores, pouco se importando com as suas opiniões. Para estes treinadores só a opinião deles importa!

Temos outros treinadores que lideram de uma forma liberal. Este lídera o grupo de uma forma pouco adequada pois prefere não assumir a responsabilidade das decisões com “medo” de ser considerado autoritário . É caracterizado pela falta de organização e preparação de treinos. Faz a sua equipa perder espirito de grupo e a sua coesão pois não a consegue orientar de forma adequada pois não consegue sequer ser um líder. Este treinador na minha opinião nunca pode ser treinador pois não se faz sentir presente, não tem ideias, e mesmo que as tenha não as leva avante. Para mim nunca pode ser chamado verdadeiramente de treinador.

Ainda temos aqueles treinadores que usam uma liderança na base da participação, isto é, este treinador conta muito com a opinião dos seus atletas, fazendo deles seus ajudantes na busca de êxito desportivo. Este treinador é aquele que sabe falar, e sobretudo ouvir o que os jogadores também acham. Nunca se acha sempre o senhor da razão, e reconhece que também os jogadores podem ter a sua razão, aceitando criticas construtivas por parte destes, de forma a melhorar a performance da equipa.

· Pelo enquadramento pedagógico da sua acção;

· Pela sua dinâmica pessoal;

· Pelo estabelecimento das relações interindividuais assente na igualdade e justa repartição de responsabilidades;

· Pela criação de um clima de confiança, credibilidade e aceitação;

· Pelos exemplos que transmite aos praticantes/jogadores;

· Pelas convicções que exprime.

Um treinador deverá ter a capacidade de conseguir criar um grupo forte e unido de forma a criar um projecto coeso conseguindo mais facilmente atingir os objectivos propostos. Com um bom espirito de grupo, por vezes consegue-se ultrapassar barreiras quase impossiveis de ultrapassar. Dou o exemplo do Porto de José Mourinho. Este conseguiu construir uma equipa de jogadores que nunca tinham ganho nada, e com espiritio de sacrificio e com uma grande união conseguiram conquistar a Taça Uefa e a tão desejada Liga dos Campeões.

Um treinador deverá ter uma capacidade de imaginação muito grande, ter mente forte, ser ambicioso, ter um espirito combativo, ser firme, ser equilibrado emocionalmente (ter sentido de humor), ser sereno, saber tomar decisões, ser corajoso, saber reagir conforme as situações, ser um bom comunicador, ter a capacidade de moralizar os atletas (servir como um “pscicólogo”), saber falar e principalmente saber ouvir, ser uma pessoa atenta, saber reconhecer os seus erros.

Concluindo, um treinador além da sua capacidade como ser humano, tem de ser um bom gestor sendo também uma pessoa organizada. Tem de saber reagir conforme as mais diversas situações. Um bom treinador é aquele que nunca beneficia um certo jogador, mas sim aquele que beneficia o grupo no seu todo. Um bom treinador é um líder nato que sabe o que tem em mente e sabe transmitir as suas ideias a equipa.»

Fonte: Artigo publicado no Sintrasport da autoria de João Silva (Simão) - Atleta Sénior do Mem Martins e disponível em:

http://mmsc.blogs.sapo.pt/29423.html

Segunda-feira, Junho 09, 2008

EXERCÍCIOS DE VELOCIDADE E DE RESISTÊNCIA

TREINO DE VELOCIDADE
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TREINO DE RESISTÊNCIA

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Fonte: Carles Freixedes, 2007, in

Quinta-feira, Junho 05, 2008

ALGUMAS QUESTÕES QUE NOS CHEGARAM POR E-MAIL


Ao longo dos últimos tempos alguns leitores do blog fizeram-nos chegar algumas questões relacionadas com o treino do hóquei em patins. Assim sendo, publicamos aqui essas mesmas questões e colocamos as respostas, tendo em conta alguns conhecimentos nossos e a nossa experiência no terreno, podendo as mesmas não estarem de acordo com muitas outras opiniões. Desde já aqui também fica o convite para que comentem construtivamente as questões/respostas.
José Teixeira - Leiria - É bom treinar os diferentes tipos de força em crianças até aos 12 anos, por exemplo?
hptreinadores - Na nossa opinião, até essas idades ou nessas idades o mais importante não será treinar a força nas suas diferentes vertentes. Pensamos que por exemplo, no caso do hóquei em patins é mais relevante proporcionar aos jovens exercícios que enriqueçam a aprendizagem da técnica e da táctica individual. No entanto a força pode ser treinada, desde que bem orientada e com cargas adaptadas ao corpo da criança. Isto depende também da forma de pensar e estar no hóquei em patins por parte do treinador.
Mário Lino - Lisboa - Que tipos de exercícios posso utilizar para melhorar a técnica individual dos meus jogadores? Já procurei bibliografia de hóquei em patins e não encontro nada. Os meus jogadores são bambis.
hptreinadores - Na nossa opinião e independentemente do escalão, pode-se utilizar jogos reduzidos ou condicionados, do género 3*3+GR, ou 4*4+GR em espaços reduzidos ou campo inteiro, ou jogo formal em espaço reduzido, ou jogo formal com condicionantes do género 5 toques na bola, etc. Pensamos que a utilização do formato "jogo" é uma boa forma de manter os atletas motivados e simultaneamente a trabalharem em grande quantidades aspectos como o passe/recepção, movimentação com e sem bola, condução de bola, patinagem, leitura de jogo, remate, marcação e desmarcação, etc. Pensamos que é uma boa forma de melhorar a técnica e a táctica individual dos atletas e tendo quase a certeza absoluta que este tipo de exercícios não são "maçudos" nem desmotivantes para os atletas.
Antero Silva - Maia - Penso que os treinadores portugueses estão a ficar atrasados nos seus métodos, principalmente quando comparados com os espanhóis. Já não há treinadores capazes de fazer novos "Livramentos", por exemplo. Que se passa?
hptreinadores - Permita-nos a observação de afirmar que esta questão tem tanto de pertinente como de "água no bico" tentando atacar a classe de treinadores de hóquei em patins.
Na nossa opinião, existiu nos últimos tempos uma grande evolução ao nível da metodologia adoptada pelos treinadores de hóquei em patins. O treinador de hóquei em patins, na globalidade, hoje em dia é um treinador mais completo, que domina mais áreas para além da de segurar um apito ao pescoço. É um treinador que se preocupa com a sua formação e a sua evolução, salvo algumas excepções como em tudo na vida.
Tal como em quase todos os outros desportos, nos últimos tempos o hóquei em patins evoluíu em muitos aspectos, uns mais positivos que outros, mas existiu e continuará a existir essa evolução e como tal os treinadores tiveram que se adaptar, porque quem assim não o fez ficou com os "dias contados".
Fruto dessa evolução, os treinos, a metodologia, a mentalidade, a formação e o ensino da modalidade adaptou-se e como consequência disso, aqueles jogadores que foram e serão sempre uma referência foram aparecendo cada vez menos.
Não esqueçamos também que se calhar nesses tempos o hóquei em patins tinha pouco de táctico e hoje em dia as coisas não são bem assim, bem como também não se pode comparar o trabalho realizado hoje em dia ao nível da preparação física, com o que se realizava então.
Mas apesar de tudo isto, queremos aqui referir uma aspecto que achamos muito relevante e que muitas pessoas não lembram nem abordam, que é o facto do próprio atleta hoje em dia estar muito diferente mentalmente. É que hoje em dia o atleta actual não pensa, nem tem a mesma forma de estar que o atleta do "antigamente". Já lá vão os tempos em que os atletas não se importavam de perder tempo (horas) a treinar, hoje em dia chega treinar 60 minutos ou 75, porque se for 90 já é muito tempo e mais que 3 ou 4 treinos por semana é um exagero. Já lá vai o tempo em que os jogadores nos tempos livres calçavam os patins e íam para a rua ou para um pátio dar uns toques. Já lá vai o tempo em que os jogadores após uma semana intensiva de treinos preocupavam-se em descansar em vez de sair até de madrugada. Já lá vai o tempo em que os atletas ficavam chateados pelo treinar terminar. Já lá vai o tempo em que só mesmo em caso de doença é que se faltava aos treinos. E também já lá vai o tempo em que um pavilhão era só para hóquei em patins. E como estas situações muitas outras.
Por tudo isto e não só, é que esses jogadores referência foram desaparecendo. Os treinadores podem ter a sua cota parte de culpa, mas não são os principais.
Em relação à comparação que faz dos treinadores portugueses com os espanhóis, pensamos que há grandes treinadores espanhóis como portugueses. A mentalidade, fruto também das diferentes culturas de cada país é que porventura fazem os treinadores espanhóis terem outras perspectivas da dos treinadores portugueses e nada mais do que isso. Mas pensamos que nesse campo (treinador português Vs. treinador espanhol) a "balança" está equilibrada.

Segunda-feira, Junho 02, 2008

TREINO DE JOVENS


Treinar crianças e jovens é uma actividade extremamente interessante, mas atribui a todos os que a acompanham, organizam e dirigem, em particular ao treinador uma grande responsabilidade, face à sociedade, mas essencialmente face ao próprio praticante pois treinar jovens poderá ser também um risco e, tanto maior é o risco quanto mais impreparados, os intervenientes no processo estiverem.
Tal como diz Tony Byrne "Em si mesmo o desporto não é bom nem mau. Os efeitos positivos e negativos associados ao desporto não resultam da participação em si, mas da natureza da experiência vivida. Frequentemente, chegamos à conclusão que um elemento importante da determinação da natureza daquela experiência é a qualidade da liderança dos adultos que a dirigem."
Parece-nos claro que nada se deve fazer sem um planeamento prévio, e este aspecto ganha ainda mais importância quando estamos a falar de jovens que ainda estão a ser educados/formados. Assim sendo, devemos elaborar um plano pedagógico e metodológico, devidamente estruturado, onde devemos definir, os meios, métodos e estratégias de actuação neste processo de ensino-aprendizagem.
Hoje em dia é claro, para a maioria das pessoas, que a formação, seja ela desportiva ou não, das crianças e jovens, deve ser, substancialmente diferente da dos adultos. Mais do que isto, é sabido que a formação e preparação da criança e do jovem deve respeitar as etapas de crescimento e maturação das estruturas e funções do indivíduo, ou seja, do seu desenvolvimento biológico. Desta forma é necessário que a prática desportiva estimule o processo de desenvolvimento, evitando as situações que o possam prejudicar.
Assim, a escolha dos treinadores adequados às necessidades dos jovens atletas, destaca-se como uma das primeiras preocupações que qualquer clube deve ter. Um bom treinador na área do treino de jovens, deve ter a clara noção que a sua actividade não se limitará a preparar e transmitir o treino. Ele desempenhará uma função de grande impacto social, educativo, formativo e desportivo, pois os jovens aprendem a maior parte dos seus comportamentos e atitudes, estruturando a sua personalidade sobretudo pela acção que os adultos lhes proporcionam. Neste contexto de treino de jovens, referindo-me em particular aos treinadores, parece-me essencial reunir, pelo menos, sete domínios importantes que irei passar a enumerar:

Bom senso.

Formação específica na modalidade.

Formação no terreno.

Formação académica.

Experiência e talento na condução de grupos.

Experiência de jogo como jogador.

Sentimentos de satisfação pela actividade desenvolvida.
O bom senso deve ser a base de trabalho, quer no futebol, quer em qualquer outra actividade a exercer. Qualquer pessoa tem noção que gerir o nosso dia-a-dia, requer uma boa dose de bom senso. Temos de saber "ver e ler" as situações e se necessário alterar o rumo dos acontecimentos sempre que se justifique.
Quanto à formação específica na modalidade, entendo que o estudo constante dos conteúdos específicos do futebol permite uma melhor adequação aos diversos contextos onde estamos inseridos. Temos de sentir a necessidade de alargar os nossos horizontes e aprender mais, porque é disso que necessitamos quando somos chamados a resolver problemas.
Quando falo de formação no terreno, estou a referir-me à capacidade de planear, executar, analisar, criticar e avaliar todo o processo de ensino-aprendizagem. O treinador deve questionar constantemente o seu trabalho, procurando sempre saber onde e como pode melhorar. Deve questionar constantemente a qualidade e os efeitos da sua intervenção, do conhecimento que tem da modalidade, verificando se esse conhecimento ainda se mantém válido e actualizado, avaliando igualmente as relações afectivas que se estabelecem.
Relativamente à formação académica, é importantíssimo ter sempre presente a percepção e domínio de todas as componentes inerentes à prática desportiva, ou seja, ter sempre presentes os conhecimentos adquiridos e actualizados sobre diversas áreas das quais destaco, a fisiologia do esforço, pedagogia do desporto, psicologia desportiva, metodologia do treino, entre outras.
Considero a experiência e o talento na condução de grupos como uma valência importante. O treinador deverá possuir traços de personalidade que lhe permitam exercer vários tipos de liderança, isto é, o técnico deve transformar, se necessário, a sua personalidade, adaptando-a a cada momento. O mais crucial é a gestão dos recursos humanos ao nosso dispor. É importante ter uma personalidade forte e tentar impô-la, sem, no entanto, criar medos nos jovens.
A experiência como jogador, não sendo de transcendente importância é, no meu entender, muito útil e rica no prever, identificar e antecipar de situações que podem ocorrer no treino e no jogo. É o chamado "feeling" que a vivência de inúmeras situações traz.
Se a tudo o que anteriormente foi referido, acrescentarmos os sentimentos de satisfação pela actividade desenvolvida com crianças e jovens, então teremos a garantia de sucesso.
Para finalizar, deixo a opinião de Marcelo Lippi, "Treinar jovens é uma missão. Pelo menos era como eu o sentia e é isso que quero dizer aos que treinam jovens futebolistas, treinar jovens não deve ser encarado como um ponto de passagem na carreira".
Fonte: Mister Ricardo Damas.

Quarta-feira, Maio 28, 2008

ORIENTAÇÃO PARA TREINADOR


NOTA: Esta postagem apesar de ser directamente direccionada para a modalidade de Pólo Aquático, é perfeitamente adaptável a muitas outras modalidades, tais como o Hóquei em Patins por exemplo. A mesma encontra-se redigida em português do brasil, conforme o texto original.

ORIENTAÇÃO PARA TREINADOR

Paulo Rogério Moraes Rocha

Tanto o técnico novo como veterano devem observar uma série de normas bem definidas. Normas específicas que assegurem um mais amplo e eficiente ensinamento, a correta utilização do tempo e um desenvolvimento consistente do rendimento.

As seguintes "regras" são aplicadas em todos os níveis do polo aquático.

FILOSOFIA: que tipo de sistema ofensivo e defensivo você irá aplicar ? Não espere até o 1º treino para decidir se vai utilizar uma defesa de zona, pressão ou etc. Determine, tão logo o possa; assim você estará totalmente preparado quando chegar o 1º dia de treinamento.

O primeiro ano em um novo clube pode trazer um problema. Não conhecendo o elenco, você não pode conhecer suas aptidões. Depois do 1º ano você saberá como eles se amoldam dentro de sua filosofia.

Tão logo haja decidido seus sistemas de defesa e de ataque, insista neles. Não troque na metade do campeonato.

Repentinas trocas causam incerteza e podem provocar a perda de confiança no que estão fazendo. Portanto, pode-se corrigir ou reformar alguns aspectos para partidas especiais, porém, uma vez que tenha resolvido seus sistemas, não mais os troque.

SEJA ORGANIZADO: você não pode ter êxito se não está bem organizado tanto para treinos como para jogos. Leve a cabo um cronograma de cada treinamento, dando um tempo específico a todas as fases que queira cobrir. Mantenha seu programa. Se você estipulou 20 minutos para um exercício defensivo não se exceda. Estará roubando tempo a outro aspecto igualmente importante. Se determinado exercício não é realizado a contento, programe-o com igual tempo para o próximo treino ou ainda mais, se outras fases do treinamento prosseguem satisfatoriamente. Dirija o treino ativamente, passando de uma fase para outra sem demora, o que manterá vivo o interesse e entusiasmo dos jogadores.

EXERCICIOS DE FUNDAMENTOS: faça-os executarem os exercícios apropriados e rapidamente. Advertência: rapidamente não quer dizer precipitadamente. Significa realizá-lo velozmente porém com eficiência. De nenhuma maneira se realiza exercícios somente para encher o tempo do treinamento. Decomponha o sistema de ataque e defesa em seus componentes e arme os exercícios com uma ou mais destas partes importantes.

Em resumo, sempre tenha os jogadores praticando os movimentos e chutes que lhes são comuns em um jogo.

É melhor treinar uns poucos e bons exercícios apropriado e energicamente que ter um grande sortimento deles somente pelo fato de ocupar tempo de treinamento.

JOGUE O JOGO COM SIMPLICIDADE: não complique as coisas. Explique tudo com precisão e simplicidade e assegure-se de que os jogadores o compreenderam. É melhor fazer bem poucas coisas que muitas mal.

CONDICIONAMENTO: crie a consciência em seus jogadores de que seu maior inimigo não é o adversário mas sim a fadiga, e que o único meio de manter este inimigo acorrentado é desenvolver e manter a condição física. A fadiga causa a perda de concentração e uma pronunciada redução da eficiência. Próximo ao fim de uma partida ou de um treino muito intenso, é fácil observar que os jogadores realizam esforços para se manterem concentrados à medida que começam a sentir-se cansados.

Esta classe de intensa concentração pode, via de regra, demorar por uns poucos minutos a chegada da fadiga e o custo que ela invariavelmente obriga. A má condição física traz problemas de fadiga e perda de concentração.

CONDUTA FORA DA PISCINA: o que o jogador faz fora da piscina é, via de regra, tão importante como o que faz dentro. Os maus hábitos podem destruir tudo o que se consegue no treinamento e o técnico deve tratar de exercer algum tipo de controle sobre os jogadores, particularmente com aqueles mais difíceis

JOGO DE EQUIPE: uma permanente predisposição ao esforço dentro de uma dedicação total à equipe é o que realmente vale, não o individualismo. Enfatizar que o pólo aquático demanda cooperação e jogo de equipe e que sem isto acontece o caos. Ninguém deve entrar na piscina com a mente posta somente no ataque. Os jogadores e equipes importantes tem em conta ambos os aspectos do jogo (ataque e defesa).

A estrela individualista deve prazerosamente sublimar-se em proveito da equipe. Em sua função de técnico você deve fazer o impossível para incentivar o jogo de equipe. O jogador que faz 3 gols em uma partida não necessita de motivação. Pode-se estimular os outros jogadores fazendo-os jogarem dentro de algum sistema de pressão e estabelecendo algum tipo de prêmio para suas virtudes defensivas, recuperação de bola, etc.

É magnífico ter um grande artilheiro na equipe. Porém é muito melhor ter treze jogadores que joguem em conjunto e se sacrifiquem um pelo outro em beneficio da equipe, compensando freqüentemente as deficiências físicas.
Fonte: Paulo Rocha

Domingo, Maio 25, 2008

MELHORIA DA CAPACIDADE INSTRUCIONAL DO TREINADOR

Ainda que poucas vezes reconhecido explicitamente pelos treinadores, os atletas são uma das fontes mais importantes de aprendizagem e desenvolvimento da capacidade instrucional do treinador. São os atletas que fazem o treinador. São eles que lhe propiciam a experiência e lhe dão a matéria para reflectir e aperfeiçoar a sua prática.
Se as explicações são confusas, palavrosas, inconsistentes, contraditórias ou incorrectas, as respostas dos atletas vão dar conta disso. Se os exercícios estão mal desenhados, mal calibrados em termos de dificuldade, de intensidade, de duração, as respostas vão-lhe começar por dar indícios disso até se tornarem mais que patentes.
Se o treinador falha na colocação de exigências ou na responsabilização pelas exigências colocadas, a forma e a qualidade respostas dos alunos por certo vão revelar um grau de comprometimento com as tarefas de treino aquém do desejado.
É bom que se tenha presente que a experiência e até a reflexão sobre a experiência, sendo imprescindíveis, não induzem necessariamente a aprendizagem num sentido positivo, no sentido da melhoria da capacidade instrucional. Pode-se por exemplo aperfeiçoar um tipo de treino rotineiro, acomodado, pouco desafiador. Pode-se, pior ainda, desenvolver e refinar orientações, práticas e formas de relacionamento avessos a uma cultura desportiva saudável e eticamente referenciada.
Os treinadores melhoram a sua capacidade instrucional através da busca e selecção de exercícios para trabalhar os diversos conteúdos do treino.
A melhoria da capacidade instrucional é sem dúvida alguma o resultado de um esforço individual de estudo, de actualização de conhecimentos, de preparação cuidada, de monitorização e de reflexão sobre o treino e a competição, mas ficará sempre seriamente limitada se permanecer fechada sobre si, se não se abrir para um contexto de intercâmbio de ideias e de práticas e de procurar nesse intercâmbio os sinais de renovação e mudança no treino desportivo.
As modalidades constituem comunidades de prática, organizam competições que são um barómetro importante para cada treinador objectivar a evolução dos seus atletas, e a comunidade extrair ilações sobre o mérito e a consistência de atletas, treinadores e a sua capacidade instrucional. E na formação não são apenas os resultados que contam, é mais interessante perspectivar a partir dos resultados e da qualidade dos desempenhos e aquilo que eles deixam antever para resultados futuros.
Uma modalidade que quer crescer e progredir tem que fomentar dentro de si mecanismos e processos de intercâmbio de conhecimento e experiências que estimulem a formação e o desenvolvimento da capacidade instrucional dos treinadores e das práticas de treino.
A instrução como inter acção entr e tr einador , atletas e conteúdos do tr eino
Poderíamos ainda falar de outros factores de envolvimento que condicionam a capacidade instrucional. Porém, gostaria que olhássemos agora para o interior do processo instrucional propriamente dito.
A definição de instrução costuma ser restringida apenas à actividade do professor ou do treinador, e muito particularmente à sua actividade comunicativa relacionada com a transmissão de informação. Se adoptarmos, no entanto a perspectiva de Cohen et al. (2001), a instrução é entendida como um processo interactivo entre treinador, atletas e conteúdos num contexto social concreto.
No processo de instrução, os treinadores:
1. avaliam as necessidades, os interesses e as respostas dos atletas no treino e na competição, o que constitui um pressuposto essencial para a estruturação de qualquer programa, para o qual precisam depois de mobilizar os recursos disponíveis;
2. concebem, seleccionam e adaptam exercícios para concretizar os objectivos de treino, optimizando os recursos disponíveis e comunicando e interagindo com os restantes de forma a transmitir-lhes aquilo que pretende, o que é preciso valorizar no trabalho, conseguindo a sua mobilização na actividade entendendora como algo que lhes é útil e que contribui para o seu desenvolvimento;
3. apresentam as tarefas, dão explicações, comunicam expectativas e exigências sobre o que deve ser feito e como deve ser feito no treino e na competição;
4. supervisionam, orientam, regulam e apoiam a actividade dos atletas, o confronto dos atletas com as tarefas do treino e da competição, verificam a qualidade do participação, informam das correcções a introduzir.

Se ficássemos por aqui na definição de instrução, colocaríamos os atletas na posição de objecto da actividade dos treinadores, ainda que tivéssemos o cuidado de a configurar como uma actividade sensível às particularidades dos atletas e dos conteúdos.
O processo de instrução não resulta apenas da acção dos treinadores, mas antes da acção conjunta de treinadores e atletas sobre um conteúdo num dado envolvimento, ao longo do tempo. Devemos sempre recordar que estes atletas não se apresentem em branco no processo de aprendizagem que vão viver. No processo de instrução, os atletas:
1. não são elementos passivos, no direccionamento ou no desenvolvimento das actividades do treino e da competição;
2. trazem consigo um passado, uma história, conhecimentos, capacidades e disposições, expectativas e motivações que condicionam o que se pode passar e o que efectivamente se passa no treino e na competição;
3. interpretam e respondem às intervenções e solicitações dos treinadores, às exigências das tarefas de um modo concreto que vai condicionar (de forma positiva ou negativa) a acção dos treinadores e a qualidade do treino;
4. são coautores do treino, que é uma construção conjunta de treinadores e atletas. Aquilo que de facto vai acontecer no treino é fruto do que o Treinador pensou, daquilo que o Treinador fez no treino, mas igualmente da resposta dada pelos atletas àquelas propostas e da influência que exercem sobre a orientação do treino.
Um treinador que quer optimizar a capacidade instrucional do seu programa de treino não centra em si apenas as responsabilidades do treino, dá espaço e estimula e releva outras fontes de ensino, nomeadamente, os atletas, proporcionando actividades de exploração e busca de soluções produtivas, fomentando o trabalho cooperativo de pequenos grupos, o trabalho de pares. Enfim criando um clima de trabalho no treino, responsabilizante, em que os atletas assumem os objectivos e as tarefas do treino e partilham experiências e conhecimentos entre si, não estão apenas dependentes de uma única fonte de informação, o treinador. Os atletas de nível mais elevado e mais experientes modelam comportamentos e habilidades e ampliam as fontes de fornecimento de feedback e de apoio à actividade de aprendizagem dos seus colegas.
Em suma, o treinador cumpre diferentes papéis de instrução e recorre a diferentes estratégias de instrução, em conformidade com as particularidades dos objectivos e conteúdos de treino e o nível de aquisição ou capacidade de resposta dos atletas.
Destacamos:
- o papel de transmissor, muitas vezes considerado o de maior importância, que valoriza a as estratégias de instrução directa: (apresentação clara e concisa dos conteúdos, demonstração do modelo correcto, progressão passo a passo das tarefas de exercitação, supervisão activa e feedback permanente do treinador).

- o papel de tutor, valorizando as estratégias de descoberta guiada, de desafio e provocação cognitiva, pois sendo o atleta um sujeito activo na sua própria aprendizagem, o atleta deve ser estimulado a pensar não apenas sobre o produto, mas também sobre a forma como ele é alcançado e construído. O treinador deve estimular o atleta a pensar sobre o processo, com recurso à descoberta guiada, interrogando, questionando, obrigando a reflectir;
- o papel de coach (em sentido abrangente, entendido como líder e catalizador de uma comunidade de prática), valorizando estratégias de aprendizagem cooperativa em torno de problemas reais oriundos da sua prática desportiva. O treinador envolve-se conjuntamente com os atletas na resolução de problemas, dá espaço e incentiva a exploração, busca e descoberta de soluções, estimula a entre-ajuda, mas também fornece informação, demonstra e corrige. Muitos dos problemas reais da prática desportiva aparecem sob a forma de questões cujas soluções não são únicas, nem podem ser predeterminadas.
No que diz respeito ao ensino de novos conteúdos, sejam eles conceitos, habilidades, ou estratégias, a sua aprendizagem é facilitada quando:
1. a introdução dos novos conteúdos preconiza que os atletas se envolvam na resolução de problemas reais da competição;
2. os novos conhecimentos se constroem sobre o reportório que os atletas já dominam;
3. os novos conteúdos são demonstrados aos atletas para que eles tenham a percepção daquilo que se lhes pede;
4. os atletas têm oportunidade de treinar e aplicar os novos conteúdos em contextos competitivos;
5. o novo conhecimento é integrado no desempenho competitivo.
Os treinadores e atletas trabalham sobre os conteúdos do treino fundamentalmente através dos exercícios e séries de exercitação, pelo que o sucesso do treino depende da qualidade e da eficácia do exercício (Queiroz, 1986). Escolher e organizar bons exercícios é um ingrediente fundamental da capacidade instrucional do treinador. Da sua experiência como jogador, da observação do treino de outros treinadores, da consulta de dossiers ou conversas com outros treinadores da frequência de cursos, e Clinics , de livros, de revistas, de fontes electrónicas, os treinadores recolhem exercícios ou ideias para desenhar exercícios para arquitectar o seu programa de treino. Porém, mesmo os exercícios mais ricos para trabalhar um determinado conteúdo e bem ordenados na lógica do programa de treino só surtem o efeito desejado se o treinador tiver conhecimento e o usar convenientemente para poder coordenar a instrução apoiar e corrigir a execução e, por outro lado se os atletas se mobilizarem para um confronto adequado com os objectivos da tarefa.
Fonte: Amândio Graça

Quinta-feira, Maio 22, 2008

TREINOS DE CAPTAÇÃO NO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL


Fazendo jus ao facto de o Sporting Clube de Portugal desde sempre ter estado na vanguarda no aspecto da formação de novos valores desportivos, a Associação de Patinagem do Sporting Clube Portugal, vai apostar ainda mais forte nessa área de detenção e evolução de talentos, que é para os clubes hoje em dia uma aposta que tem e deve ser cada vez mais forte.


Mais informações através do e-mail associacaopatinagemscp@gmail.com

Sábado, Maio 17, 2008

SER UM TREINADOR DE SUCESSO COM CRIANÇAS


Pedro Teques
Departamento de Psicologia e Comunicação da APEF

No desporto, como em muitas outras actividades, os adultos podem ajudar as crianças e jovens a desenvolverem os seus interesses e a optimizar as suas capacidades pessoais. O treinador de jovens apresenta-se como um excelente exemplo em como poderemos maximizar essas oportunidades.
As crianças, de uma forma geral, querem ser bem sucedidas na actividade desportiva que escolheram para praticar. Se regredirmos à nossa infância, e colocarmo-nos nessa posição de ser criança no desporto, facilmente nos lembramos dos sonhos de glória – fazer o tal golo no último minuto. Cada movimento, cada remate, cada execução que é realizada num treino ou jogo, é um marco que pontificará na memória.
Quando se desenvolve uma actividade desportiva com crianças, os adultos significativos (e.g. treinadores, pais) têm a oportunidade de auxiliá-las perante aquilo em que elas são mais vulneráveis – a competitividade precoce. Isto é, os treinadores, os pais, os dirigentes ou os juízes, podem desenvolver a competição sob a perspectiva de fomentar auto-percepções positivas e a auto-aceitação nas crianças. Estes adultos significativos são responsáveis pelo desenvolvimento do divertimento e do carácter, e rejeitar os abandonos precoces da prática desportiva. Idealizando a figura do treinador neste sentido, ser treinador de crianças e jovens não se circunda, unicamente, sob a perspectiva metodológica do treino. Ser treinador de jovens é muito mais do que isso! Implica ter conhecimentos acerca do desenvolvimento da criança, compreender o seu pensamento e a sua cognição. Saber que as crianças e jovens que dirige e auxilia no desporto percepcionam-no como um modelo social a seguir e a respeitar.
Geralmente, os treinadores de crianças querem fazer bons trabalhos, isto é, desenvolver talentos, optimizar capacidades técnicas, fazer a equipa jogar bem, etc. Em muitos casos,
alguns desses treinadores são voluntários, que tiveram um passado na prática do futebol, que gostam do treino e do clube. Mas, um mau delineamento dos desígnios pedagógicos e didácticos no treino pode causar graves danos no futuro das crianças e jovens. O que, hoje em dia, de uma forma sucessiva tem vindo a acontecer, é o abandono precoce da prática desportiva. Os treinadores são a figura principal no processo de formação desportiva da criança. A sua má conduta leva ao decréscimo da confiança e da motivação, criando uma barreira entre a criança e a prática desportiva que tanto gostava de praticar. Se foi fácil para um treinador esquecer o jovem atleta que abandonou a equipa a meio da época porque não jogava o suficiente, ou porque, não se divertia, talvez esse mesmo treinador veja, somente, o desporto a partir da vitória e da derrota, e das medidas para alcançar o sucesso rápido na formação.
A formação dos treinadores de crianças e jovens em futebol é uma necessidade premente.
Apesar de se verificar na bibliografia e na prática corrente, tentativas de suporte nesse sentido, a intervenção ainda é parca, face o evidente crescimento de instituições desportivas e, concomitantemente, de praticantes nelas envolvidos. O aumento da taxa de abandono desportivo precoce, por parte de crianças e jovens no futebol de formação, tem sido um sinal de sobreaviso para os responsáveis da formação desportiva, em especial, na modalidade do futebol.
As seguintes linhas pretendem promover a reflexão no delineamento pedagógico dos processos de ensino/aprendizagem em futebol juvenil. Talvez se deva salientar aqui, que a competição desportiva, por si só, poderá ter vantagens (apesar de estar longe de ser o principal motivo, a competição tem alguma representatividade no padrão motivacional dos jovens),
mas igualmente desvantagens. À competitividade, normalmente, estão associados o desapontamento, a “pressão” por parte de pais e treinadores, e a frustração. Possivelmente se ela for encarada do ponto de vista da formação perante aqueles que nela estão envolvidos, ela será vantajosa se promover a maximização da aquisição de conhecimentos e de capacidades, passando a ser desvantajosa se impedir ou perturbar o normal processo de aprendizagem.
No sentido de promover os benefícios da prática e do treino em futebol para as crianças e jovens, é importante ter em consideração as seguintes directrizes:
- Distinga as diferenças do desenvolvimento da criança.
As crianças diferem dos adultos nas capacidades fisiológicas, motoras, cognitivas e emocionais. Neste sentido, o treinador antevendo o crescimento e desenvolvimento da criança, deverá considerar como efectua a sua comunicação e como delineia as formas didácticas do treino. Por exemplo, quando observamos crianças de 6 ou 7 anos de idade a jogar futebol, facilmente é identificável a forma descoordenada como as crianças se posicionam em relação aos seus colegas e em relação á bola. A bola é o centro das acções. O pensamento da criança nesta idade não apresenta um desenvolvimento suficiente, no que concerne ao domínio espacial e dedutivo. É comum, observar-se em várias actividades os treinadores de crianças com estas idades: “Organizem-se!”, “Passa a bola!”, “Marca o jogador”, “Posiciona-te na defesa”.
- Utilize a comunicação positiva.
A utilização do reforço positivo apresenta-se como fundamental no ensino e prática de qualquer actividade com crianças. A comunicação é uma das áreas que o treinador, em qualquer nível competitivo, deverá saber dominar. As investigações demonstram que, no ensino e aprendizagem desportiva, a utilização do feedback positivo por parte dos treinadores resultam no incremento da motivação, auto-estima e do divertimento nas experiências desportivas de crianças e jovens.
- Crie situações que desenvolvam a tomada de decisão.
Devem ser providenciadas situações para que os jovens atletas tomem as suas próprias decisões em contexto de treino e de jogo. A investigação afirma que a intervenção do treinador em jogo não deve ser contínua.
Nesta circunstância, o treinador deve alternar entre a instrução técnica correctiva (não de forma sucessiva) e o reforço positivo (contingente a uma boa execução). Não raras vezes, observa-se que os treinadores de crianças enviam, constantemente, instruções para o campo, na tentativa de corrigir erros técnicos ou tácticos de jogo – “Joga na direita!”, “Joga na esquerda!”, “Marcação ao homem!”, “Toda a gente atrás da linha da bola” – de uma forma quase contínua. Acontece que, a mensagem enviada pelo treinador, gradualmente, deixa de ter relevância. E, se tivermos em consideração, que as crianças têm, de uma forma natural, uma reduzida focalização da atenção, este tipo de comunicação por parte do treinador apresenta-se como ineficaz. Os treinadores deverão criar um ambiente que encoraje as crianças a tomarem decisões por si próprias. Terão que ver as decisões erradas como uma oportunidade para aprender.
- Identifique e persiga os verdadeiros valores da formação desportiva de crianças.
Tipicamente, os treinadores mais jovens iniciam a sua actividade com boas intenções. Querem que as crianças, sobretudo, se divirtam, desenvolvam novas capacidades e competências, e saibam avaliar a vitória e a derrota através do esforço dispendido para o jogo. Estes são, alguns dos valores, que se identificam como ideais para a formação e desenvolvimento biológico, psicológico e social no desporto. No entanto, o fascínio da vitória, por vezes, eclipsa estes objectivos primordiais da formação desportiva. Os sinais são imediatos: menor rotatividade das crianças nos jogos; de uma forma sucessiva, vê-se as crianças a chorarem por terem perdido o jogo; comportamentos mais agressivos nos treinos; pais descontentes; entre outros. Crie objectivos no início da época, e reveja-os durante a temporada. Para qualquer criança, o divertimento é jogar. Se questionar uma criança se pretende jogar na equipa que perde ou ficar no banco de suplentes da equipa que ganha, a maioria responderá que prefere jogar. Seja crítico para com o seu próprio comportamento. Reserve algum momento de reflexão após os jogos e após os treinos. Reveja o planeamento do treino. Verifique se os próprios objectivos formativos estão a ser cumpridos. As informações que retirará daqui mantê-lo-ão no caminho do alvo que formulou previamente.
- Procure receber feedback do seu comportamento em treino.
Para evoluirmos em alguma actividade, é importante termos recursos que nos informem acerca do nosso rendimento. Após os treinos ou jogos, questione os seus adjuntos acerca da sua prestação e da equipa, do clima, da coesão de grupo, etc. Encoraje-os a serem específicos, a darem exemplos práticos e concretos. Questione os pais acerca do que os filhos dizem dos treinos e dos jogos.
Os pais são um aliado para a formação desportiva! Verifique o sentimento das crianças durante a época. Se eles estiverem hesitantes em falar, faça-os responder a alguns questionários anónimos. Podem incluir questões como, “Se pudesses mudar uma coisa nos treinos para torná-los mais divertidos, o que seria?”, “Qual é o melhor e o pior comportamento que o treinador tem durante os treinos?”, “Onde achas que a equipa poderá melhorar?”. Não se esqueça, a motivação é o motor da prática desportiva.
- Aceite a espontaneidade e o caos que caracterizam as actividades com crianças.
A espontaneidade e os comportamentos inesperados das crianças podem provocar frustração e um grande desânimo se o treinador se render à ilusão do controlo de todas as situações de treino. A realidade é que cada criança é única e, todos os dias, nos presenteará com um comportamento e uma expressão nova. E, cada criança tem um desenvolvimento e uma maturação distinta. È importante ter em consideração que o plano de treino traçado no início da época, não raras vezes, tenha que ser alterado no momento, e necessite de constante revisão. Considere um determinado nível de desordem como inevitável em actividades com crianças.
Treinar crianças e jovens providencia uma excelente oportunidade para os influenciar, positivamente, nas suas vidas. Este facto, é extremamente importante, quando o treinador compreende o desenvolvimento das crianças em relação ás suas capacidades desportivas, vê as crianças como únicas e individuais, e interessa-se, constantemente, pela evolução dos processos de ensino e aprendizagem. Finalmente, ser um treinador de sucesso com crianças é continuar a aprender em cada treino e com cada criança, tornando-se cada dia, num treinador melhor.
Fonte: ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCOLAS DE FUTEBOL - APEF

Domingo, Maio 11, 2008

AS QUALIDADES/CAPACIDADES DO TREINADOR

Artigo de Opinião Pessoal.
«Quando falamos no perfil de um treinador, normalmente falamos nas qualidades e capacidades que o mesmo deve possuir. Neste sentido enumeramos aqui algumas dessas capacidades.
CAPACIDADE DE CONHECIMENTO E ATITUDE
- Ter conhecimentos científicos da modalidade;
- Ter conhecimentos no domínio disciplinar;
- Ter conhecimentos no domínio do ensino;
- Procurar sempre estar actualizado;
- Estar em constante aperfeiçoamento.
CAPACIDADE PROFISSIONAL
- Dominar os conteúdos a ensinar (técnicos e tácticos);
- Dominar os instrumentos relativos ao processo de aprendizagem;
- Promover o sucesso da equipa adaptando as estratégias de ensino às condições concretas do clube;
- Ser capaz de fazer análise crítica;
- Ser capaz de elaborar autocrítica e heterocrítica;
- Pautar pelo comportamento pensativo, abertura e optimismo;
- Ter confiança no seu prórpio trabalho e saber transmitir autoconfiança;
- Promover a cooperação;
- Saber lidar com as diferenças culturais.
CAPACIDADE DE GESTÃO
- Saber gerir o ensino na base da inter-relação clube-meio e teoria-prática;
- Articular os objectivos da equipa de acordo com os meios disponíveis (financeiros, logísticos e humanos);
- Definir estratégias reais para atingir os objectivos propostos;
- Saber gerir com eficiência todos os recursos disponíveis;
- Saber criar hábitos de trabalho;
- Desenvolver o espírito de responsabilidade e de autonomia;
- Superar situações imprevistas em todos os âmbitos;
- Conhecimento e identificação de factores perturbadores.
CAPACIDADE E ATITUDE SOCIAL
- Promover o espírito de solidariedade, inter-ajuda, afectividade e espírito de sacrifício, etc.;
- Saber "despir" a roupa de treinador e "vestir" a de amigo, pai, irmão, etc. de acordo com a exigência da situação;
- Trabalhar no sentido de criar as condições favoráveis ao nível da motivação, da entrega, da disciplina, da obediência, etc.
São alguns exemplos de qualidades do treinador que exprimem aspectos de ordem humana, intelectual e profissional. Sublinha-se que as mesmas não são inatas, mas podem ser adquiridas, constituídas, formadas, preparadas, graças a um processo formativo correctamente conduzido e também à medida que se adquire experiência no "terreno".»
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
PETERSON, Pedro Domingos, "O Professor do Ensino Básico", Edições Piaget - Horizontes Pedagógicos, 2003

Quarta-feira, Maio 07, 2008

COMPARAÇÃO DA INSTRUÇÃO ENTRE UM TREINADOR DE JUNIORES E DE SENIORES NA MODALIDADE DE HÓQUEI EM PATINS NA SUA PRELECÇÃO - ESTUDO DO CASO

Nota Informativa: Do presente trabalho que se segue, apenas retiramos as conclusões do mesmo. Aconselhando desde já, todos os leitores do blog a visualizarem o trabalho na sua totalidade.
CONCLUSÕES DA PRELECÇÃO DOS JOGOS DE JUNIORES
As conclusões, que de seguida passamos a apresentar, são sustentadas pelos resultados obtidos nesta investigação e apoiados pelas tabelas e pelos gráficos acima apresentados, que demonstram a soma de todos os valores obtidos ao longo dos quatro jogos.
I- A informação que o treinador debita ao longo das suas prelecções é essencialmente Prescritiva (51%), o que significa que prescreve atitudes e comportamentos para a obtenção de sucesso na competição.
II- O treinador, também utiliza com frequência informação de carácter Descritivo (34,4%), ou seja, descreve o gesto ou a atitude a tomar pelo atleta, de forma a ter êxito nas suas acções.
III- Ao analisar a soma dos resultados ao longo dos jogo, constatamos, que a % de Avaliação Positiva (AV+) e de Avaliação Negativa (AV-) são idênticas, (4,7% e 4,9% respectivamente), mas a verdade, é que os valores obtidos pela categoria AV-, aparecem num contexto especial, que como já foi relatado, resulta do facto de o treinador aproveitar a prelecção de um jogo, para criticar os seus atletas pelo seu desempenho no jogo do dia anterior. Como tal, com a excepção de um jogo analisado (jogo nº4), o treinador em estudo utiliza com muito mais frequência informação que contem AV+ do que AV-.
IV- Constatamos, ao abordar os resultados obtidos, que na sua prelecção, é um treinador pouco emotivo, proferindo pouca informação com Afectividade Positiva, aliás, tal só acontece aquando do grito de guerra e uma ausência total de informação que contem Afectividade Negativa.
V- A informação debitada é essencialmente dirigida à equipa (89,9%), não profere quase informação a grupos de atletas (1,5%). Para os atletas (8,5%), demonstra alguma preocupação, apesar de não ter uma % muito expressiva.
VI- A informação proferida é essencialmente de ordem Táctica (57,3%), contudo, o treinador também demonstra ter preocupações com a vertente Psicológica, detendo esta categoria, 24,1% da informação total que o treinador debitou. A categoria Equipa Adversária detém 10% do total da informação, o que demonstra, que apesar de não descurar na sua totalidade esta categoria, é provável que a aborde durante a semana de uma forma mais específica, tal como acontece com a categoria Técnica (5,6%).
VII- Neste escalão, constata-se que o objecto de estudo, descura na sua totalidade a informação de cariz Físico, algo que pode ter haver pelo facto das características físicas da sua equipa, pelo facto de tecnicamente a sua equipa ser superior às demais, independentemente da sua condição física, pode abordar essa questão durante a semana, ou então pelo facto de as equipa em competição terem atletas todos dentro do mesmo escalão etário.
Em suma, conclui-se, que o treinador estudado, neste escalão, não tem a tendência para encarar a sua prelecção com o discurso do tipo guerreiro, baseando-se apenas nos aspectos de emotividade e agressividade. Sobre este assunto, Valdano (2002), citado por Pacheco (2005) foi claro ao afirmar que “ …os treinadores que passam os dias a falar de luta, garra e coragem, são os que têm pouco ou nada para ensinar”.
A sua prelecção é essencialmente dirigida à equipa e centrada em aspectos que visam a melhoria das performances tácticas, de forma a anular as potencialidades e a aproveitar as dificuldades do adversário, assim como, potenciar o que a sua equipa tem de melhor para obter o êxito na competição, não descurando a necessária estabilização psicológica dos seus atletas.
CONCLUSÕES DA PRELECÇÃO DOS JOGOS DE SENIORES
As conclusões, que de seguida passamos a apresentar, são sustentadas pelos resultados obtidos nesta investigação e apoiados pelas tabelas e pelos gráficos acima apresentados, que demonstram a soma de todos os valores obtidos ao longo dos quatro jogos.
I – A maioria da informação emitida por este treinador ao longo dos quatro jogos, foi de cariz prescritivo (52%), tal facto, indica-nos, que o nosso objecto de estudo, tem por hábito, prescrever, ou seja, indicar ao seus atletas, durante a prelecção, o melhor caminho para obterem sucesso no jogo.
II – O nosso objecto de estudo, também utilizou com muita frequência, informação descritiva (43,6%), principalmente, quando desejava descrever comportamentos previsíveis dos seus adversários, ou atitudes que ele considerava importantes a tomar por parte dos seus atletas durante o jogo.
III – É um treinador, pouco dado nas suas prelecções, quer a elogios, quer a reprimendas aos seus atletas, pois a categoria Av +, apresenta a baixa % de 2,6% e a de Av – de 0,3%. Tais resultados, podem demonstrar, que por um lado não gosta de fazer muitos elogios à sua equipa antes de entrarem em ringue, pois não quer que os seus atletas se julguem os melhores do mundo, como por outro lado, também não realiza reprimendas antes dos jogos, de forma, a que os seus atletas não entrem para o jogo com a auto-estima em baixo, preferindo, dar os seus feedbacks, provavelmente ao intervalo, no final do jogo, ou durante a semana de trabalho.
IV – É um treinador, que realiza poucos questionamentos á sua equipa durante a prelecção (1,0%), talvez, de forma a aproveitar melhor o tempo, a prescrever ou descrever atitudes para os seus atletas repercutirem durante o jogo, ou então, o treinador pode ter a velha máxima defendida por muitos agentes desportivos que “ os treinadores treinam e os jogadores jogam”, como tal, ele é que tem que falar nas suas prelecções e não os jogadores.
Ao longo das prelecções, através do seu discurso, foi perceptível que este treinador fala muito durante a semana com os seus jogadores, sendo muito provável, que durante a semana e aquando do visionamento do vídeo sobre o adversário, ou sobre o jogo passado da sua equipa, que questione, nessas alturas, os seus atletas sobre os aspectos que considere mais pertinentes.
V – É um treinador pouco emotivo nas suas prelecções, pois de Af+, apresenta um total de informação deste tipo de 0,5% e de Af – de 0,0%. De referir, que a maior parte da pouca informação proferida pelo treinador de Af +, foi aquando do “grito de guerra”.
VI – A informação debitada, é essencialmente, dirigida para toda a equipa (90,6%), assim como, também tem alguma preocupação na informação proferida a cada jogador, tendo a categoria “Atleta”, atingido ao longo dos quatro jogos a % total de 8,6%.A categoria “Grupo de Atletas”, é quase marginalizada ao longo dos quatro jogo (0,8%).
VII – A maioria da informação proferida, é essencialmente de ordem táctica (46%), sendo que também não negligencia informação de carácter psicológico (24%), e sobre a equipa adversária (21%).
Sobre aspectos físicos, o treinador, apesar de não marginalizar, também não dá uma extrema importância a este aspecto na reunião que antecede ao jogo, pois da sua informação total, apenas 9,0% são sobre aspectos físico, e mesmo assim ao analisarmos este valor, devemos levar em linha de conta, que ao longo dos quatro jogos, o treinador debitou 69 unidades de registo sobre esta categoria, sendo que em dois jogos não debitou nenhum.
Nos outros dois, num primeiro abordou este aspecto por 22 vezes e num segundo, abordou por 47 vezes, o tal jogo, no qual, os seus atletas realizaram cinco viagens de avião, acusando um natural desgaste, como tal, se esse infortúnio não tivesse sucedido, seria normal, esta categoria apresentar uma 5 mais baixa.
VIII – O nosso objecto de estudo, aquando das suas prelecções, ignorou, por completo a categoria técnica (0,0%), sendo normal, fazê-lo durante a semana, até pelo facto de a sua equipa treinar 2 vezes por dia, é natural, que alguns dos treinos da semana, estejam destinados a aspectos de aprumo técnico.
Conclui-se, que ao traçarmos o perfil das prelecções do nosso objecto de estudo, nos jogos realizados no escalão sénior, que é um treinador, que centra essencialmente a sua informação em aspectos prescritivos ou descritivos, fundamentalmente dirigidos à equipa e que têm o intuito de avisar os receptores dessa mesma mensagem, principalmente para aspectos de ordem táctica. Quando não são de ordem táctica, reparte essa mesma mensagem por conteúdos psicológicos ou sobre o adversário.
Para descarregar ou visualizar o trabalho completo:
Fonte: Hugo Lourenço e Mestre Rui Alves, in Trabalho de Investigação, Pedagogia do Desporto 2, “Comparação da instrução entre um treinador de juniores e de Séniores na modalidade de Hóquei em Patins na sua prelecção – Estudo Caso” - ISCE - Instituto Superior de Ciências Educativas, 2006/2007, retirado do site da FPP

Segunda-feira, Maio 05, 2008

A VITÓRIA...


“Um bom general deve não apenas conhecer o modo de vencer, mas também saber quando a vitória é impossível.”
Políbio
“Se não existe possibilidade de fracasso, então a vitória é insignificante.”
Robert H. Schuller
“Para alcançar a vitória, deve colocar seu talento no trabalho e seu génio na sua vida.”
Oscar Wilde
“Ou você se compromete com o objectivo da vitória, ou não.”
Ayrton Senna
“Os problemas da vitória são mais agradáveis do aqueles da derrota, mas não são menos difíceis.”
Sir Winston Churchill
“O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.”
José Saramago
“O momento difícil não é a hora da luta, mas a da vitória.”
Talleyrand
“O importante em cada vitória foi a emoção.”
Ayrton Senna
“Nenhuma grande vitória é possível sem que tenha sido precedida de pequenas vitórias sobre nós mesmos.”
L. M. Leonov
“Nenhum líder, por maior que seja, pode seguir liderando por muito tempo a não ser que conquiste vitórias.”
Bernard Montgomery
“Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer!”
Mahatma Gandhi
“Mais vale perder uma província que dividir as forças com as quais se espera a vitória.”
Frederico II
“Cuidado para que as vitórias não carregem a semente de futuras derrotas.”
Ralph W. Sockman
“Aquele que sabe vencer-se na vitória é duas vezes vencedor.”
Publílio Siro
“Aquele que obtém uma vitória sobre outros é forte, mas aquele que obtém uma vitória sobre si próprio é todo - poderoso.”
Lao-Tsé
“A vitória tem mais de uma centena de pais - a derrota, por outro lado, essa, é órfã.”
John F. Kennedy
“A vitória é mais doce quando se conheceu a derrota.”
Malcolm Stevenson Forbes
“A vitória cabe ao que mais persevera.”
Napoleão Bonaparte
“A primeira e melhor vitória é conquistar-se a si mesmo.”
Platão
“A mais alta das vitórias é o perdão.” Friedrich Schiller

Quarta-feira, Abril 30, 2008

HIDRATAÇÃO PARA DESPORTISTAS

Hidratação para desportistas
Durante o treino o organismo liberta água corporal e sais minerais. As reservas de açúcar diminuem. Fundamental é, por isso, saber como repor os elementos perdidos e dar de beber ao corpo.
A desidratação não acontece apenas aos atletas profissionais. Um estudo de 2006 indica que metade das pessoas que frequentam ginásios iniciam a actividade física já desidratadas. A seguir a uma actividade física prolongada, pode perder um ou dois quilos, mas isso não significa uma redução de gorduras. Quando perde este tipo de peso, significa que está a perder fluidos que o seu corpo necessita para funcionar correctamente, pelo que é essencial repô-los antes, durante e depois da actividade física. Por cada 1% de peso corporal perdido por desidratação, o ritmo cardíaco aumenta 5-8 batidas por minuto, a capacidade cardíaca diminui significativamente e a temperatura do corpo aumenta 0,2-0,3ºC. Todos estes factores limitam o aporte de oxigénio aos músculos. Então como garantir uma hidratação correcta?
O que beber?
Água - Apesar de a água fornecer fluidos essenciais para o funcionamento do corpo,estudos recentes demonstram que pessoas activas e atletas apenas repõem metadedos fluidos perdidos durante o exercício físico, quando optam por beber água.
Bebidas desportivas - Possuem electrólitos, incluindo sódio e potássio, que repõem o que se perdeu através do suor. Estudos demonstram que os atletas e desportistas bebem necessariamente mais, se se tratar de uma bebida aromática do que água. Consequentemente estarão melhor hidratadas. As bebidas desportivas contêm hidratos de carbono, que fortalecem os músculos (reposição do glicogénio muscular) e ajudam a resistir à fadiga. Procure uma bebida desportiva com 6% de hidratos de carbono (14g por 240ml), o nível óptimo para reabastecer o corpo em actividade.
Quando beber?
Antes do exercício – 500 a 600 ml duas a três horas antes da actividade física e beber250-300ml adicionais de fluidos 10 a 20m antes do inicio da prática desportiva.
Durante o exercício – 250-300 ml (cada 15m)
Depois do exercício – Beber pelo menos 125 ml por cada 100g perdidos nas 2 a 3 horas seguintes ao exercício físico.
Conselhos adicionais sobre hidratação
Quando estiver activo, não confie na sua sede.
- Com o corpo quente e suado, o seu mecanismo da sede pode “desligar-se” cedo demais, enganando-o e levando-o a acreditar que não necessita de mais líquidos.
Os fluidos não são absorvidos mais rapidamente se consumidos frios ou à temperatura ambiente.
- Isto significa que a temperatura não afecta a absorção dos fluidos e pode ser bebidaà temperatura que mais apreciar. Para a maioria das pessoas que faz exercício físico,a preferência recai sobre bebidas frescas.
Verifique a cor da sua urina
- Se a cor da sua urina for escura, da cor do chá, significa que está desidratado. Se forda cor da limonada, isso indica que está a hidratar-se correctamente.
Atenção
Se a ingestão de bebidas isotónicas (ou águas pobres em sódio) for demasiada, o excesso de líquidos pode ser mais prejudicial do que benéfico. O corpo fica com baixos níveis de sódio e entra em hiponatremia, uma condição caracterizada por desorientação, letargia, tonturas e problemas respiratórios. Convém por isso fazer uma adequada do perfil do atleta, factores de risco, pesagem pré e pós-competição.

Domingo, Abril 27, 2008

EXERCÍCIOS PARA O TREINO DA CORRIDA DE VELOCIDADE




Quarta-feira, Abril 23, 2008

FACTORES PSICOLÓGICOS DO DESEMPENHO DESPORTIVO


Factores Intrínsecos ao Atleta
  • Funções cognitivas - atenção/concentração, percepção, memória e inteligência.
  • Processos emocionais - estados de ansiedade, estados de humor, auto-confiança.
  • Características associadas à personalidade - introversão/extroversão, sociabilidade, agressividade.

  • Atitudes, valores e crenças - comportamento quantos aos fins e aos meios enquanto cidadão.
  • Projectos pessoais na vida e no desporto.
  • Aspectos referentes à motivação.

Factores Extrínsecos ao Atleta - A Tarefa

  • Tipo de concentração.
  • Decisão regulada por factores externos ou internos ao atleta.
  • Tempo disponível para a tomada de decisão.• Complexidade de elementos a processar.
  • Nível de activação psicofisiológica.
  • Com interacção ou sem interacção.

Factores Extrínsecos ao Atleta - A Situação

  • Tipo de recinto e contexto físico.
  • Tipo e dimensão da assistência.
  • Nível de impacto mediático.
  • Contexto de treino ou de competição.
  • Grau de importância da competição em que se insere.
  • Grau de conhecimento sobre envolvimento físico e social específico.
  • Pressão temporal.
  • Pressão do resultado.


Fonte: Mestre Pedro Passos, in curso de Treinadores de Hóquei em Patins Nível 2- Porto - 2004

Domingo, Abril 20, 2008

PLANEAMENTO ANUAL DE UMA EQUIPA DE HÓQUEI EM PATINS FEMININO - 3ª e ÚLTIMA PARTE

ESTADO DE FORMA

Para raposo (2000) planificar é antecipar, prever uma sequência lógica e coerente do desenrolo das tarefas que nos levam a alcançar objectivos previamente definidos. O planeamento é um processo que o treinador concebe para definir as linhas de orientação do treino ao longo de anos, meses ou semanas.

Neste gráfico podemos observar por um lado, o estado de forma que pretendo para a minha equipa e em que momento ao longo do ano.
Por outro lado, vemos a intensidade junto com o volume que utilizarei para cada momento da temporada.

PERIODIZAÇÃO

PLANEAMENTO

- Planeamento Fásico (Matveev).
- Periodização por 3 períodos: Preparatório; Competitivo; Transitório.
- Relação fundamental entre o volume e a intensidade da carga.
- Obtenção da forma desportiva em 4 fases: construção/especifico, estabilização, desempenho e regressão.


MESOCICLOS

Todos os mesociclos têm a duração de 1 mês.

SETEMBRO (PERÍODO PREPARATÓRIO)
- Iniciamos com um mesociclo gradual, para proporcionar uma melhor adaptação às cargas.
- Grandes volumes e baixas intensidades.
- Definição do modelo de jogo.
- Realização de alguns jogos treino.
- Criar situações e exercícios para adaptar as atletas a situações de stress competitivo e ansiedade pré-competitiva.

OUTUBRO (PERÍODO PREPARATÓRIO)
- Primeiros 20 dias ainda estamos no período preparatório e após este prazo iniciamos o período competitivo.
- Inicio dos Jogos da Taça de Portugal.
- Realização de muitos jogos treinos.
- Predominância do treino anaeróbio.
- Reforço do modelo de jogo e definição de alguns sistemas colectivos.
- Reforço psicológico com exercícios para a treinabilidade do stress e ansiedade pré-competitiva.
- Gradualmente vai-se baixando o volume e aumentando as intensidades.
- Fim do período preparatório e início do período competitivo utilizamos um mesociclo Básico.

DE NOVEMBRO A JUNHO (PERÍODO COMPETITIVO 1 E 2)
- Durante as duas fases que distinguimos do período competitivo utilizamos Mesociclos competitivos em função dos objectivos propostos, dos resultados obtidos e da performance da equipa.
- Nas férias do Natal e nas férias da Páscoa realizam-se respectivamente os segundos e terceiros testes físicos.
- Aumenta-se claramente a intensidade e baixa-se o volume.
- Reforço dos aspectos psicológicos.
- Por cada 4 microciclos de competição realiza-se 1 de recuperação, no entanto está tudo dependente dos resultados obtidos e dos adversários.
- Incidir sobre o trabalho de força explosiva e força máxima.
- Nesta fase o treino aeróbio predomina.
- Introdução de novas situações tácticas na equipa.
- Predominância do táctico e do colectivo.
- Optimização do rendimento técnico e táctico, quer individual, quer colectivo.
- Trabalho de velocidade de reacção.

JUNHO E JULHO (PERÍODO TRANSITÓRIO)
- No período transitório utilizamos uma mesociclo de recuperação para baixar os índices elevados de cargas, nº de treinos e nº de jogos a que as atletas foram sujeitas.
- Tentaremos manter uma tendência actual para a combinação de mesociclos com a duração de 3 a 4 semanas de modo a potenciar os efeitos retardados do treino.
- Preparação geral multifacetada.
- Aumenta o volume e diminui a intensidade.
- Desvinculação progressiva.

MICROCICLOS

- Todos os microciclos têm uma duração de 7 dias.
- Iniciamos a época com um microciclo gradual, de modo a que as atletas sintam novas adaptações no organismo de forma moderada.
- Na segunda semana realizamos um microciclo de choque (intensidades entre os 90 e os 100%), para potencializar uma melhor adaptação às cargas que futuramente serão ministradas.
- Seguidamente a um microciclo de choque faremos um de recuperação (intensidade abaixo dos 60%) para não causar cansaço/fadiga nas atletas.
- Na 3ª e 4ª semana faremos dois microciclos de aproximação (intensidade média entre os 70 e os 80%) cujo principal objectivo é começar a preparar as atletas para a competição.
- Na 5ª e 6ª semana faremos dois microciclos de competição, embora ainda não haja jogos oficiais, mas com o objectivo de preparar os dois jogos da Taça de Portugal que se avizinham (intensidades entre os 80 e os 90%).
- A partir da 7ª semana até à entrada no período transitório, utilizaremos sempre microciclos de competição e de recuperação.
- Embora na estruturação da época não venha mencionado quaisquer microciclo de recuperação, os mesmos serão aplicados de 4 em 4 ou 5 em semanas, em função do calendário de jogos. Por exemplo, em vésperas de um jogo teoricamente difícil ou teoricamente mais acessível.
- No período transitório só utilizaremos microciclos de recuperação (intensidade baixa menor que 60%).
- Porventura alguma competição a meio da semana poderá influenciar a estrutura previamente planeada.

CARGAS

Segundo Matveev, a carga de treino pode ser definida como “uma actividade funcional adicional do organismo (adicional em relação ao nível de repouso ou a outro nível inicial), causada pela execução de exercícios de treino e pelo grau de dificuldades que vão sendo vencidas nesse processo”.
Neste gráfico podemos observar a carga de treino que utilizarei ao longo da temporada para conseguir o estado de forma que observamos no gráfico de cima.

A Carga de Treino é então a causadora das alterações ocorridas no organismo, sendo os exercícios e os métodos de treino os instrumentos necessários para provocar uma actividade qualitativamente superior dos diferentes sistemas e grupos musculares, com base em duas capacidades do ser humano: a capacidade funcional e a capacidade de adaptação. A direcção e profundidade da adaptação, isto é, a quantidade e qualidade da adaptação, são determinadas pela natureza, grandeza e orientação da carga.

NATUREZA DA CARGA
Cargas de treino e competição – As cargas de treino constituem o conjunto de estímulos aplicados durante o processo de treino com o objectivo de garantir as adaptações necessárias à melhoria do rendimento competitivo dos Atletas, enquanto as cargas de competição estão associadas à duração das provas e ao número de participações;

Cargas específicas e gerais – A especificidade da Carga de Treino é definida pela analogia dos exercícios (tarefas de treino) que a constituem com os processos físicos, táctico-técnicos e psicológicos característicos da sua modalidade. As cargas específicas garantem o desenvolvimento predominante das capacidades motoras e da mobilização dos sistemas funcionais próprios da competição. As cargas gerais desempenham um papel importante no desenvolvimento diversificado dos sistemas funcionais, ampliando a capacidade de adaptação e de estabilização das mesmas ao longo das diferentes épocas desportivas;

Cargas em função do modelo de periodização – As novas exigências dos quadros competitivos, onde numa época desportiva o Atleta disputa cada vez mais jogos e treina cada vez mais, levou ao aparecimento de novos conceitos relacionados com a carga de treino. A introdução de novos modelos de estruturação da época de treino, na qual se introduziram modificações na organização metodológica da carga de treino, provocou novas dinâmicas de adaptação e melhorias significativas na capacidade de rendimento dos Atletas.

GRANDEZA DA CARGA
A grandeza da carga é caracterizada pela quantidade e qualidade da carga prescrita, sendo classificadas em: fracas (não provocam adaptações no organismo), médias e fortes (provocam adaptações no organismo e progresso na capacidade de rendimento. São designadas em alguma bibliografia como cargas intermédias) e muito fortes (não promovem adaptações, provocando danos no organismo).

ORIENTAÇÃO DA CARGA
A orientação da Carga define a direcção da carga para um ou vários movimentos, acções, capacidades ou sistemas funcionais. A orientação da carga pode ser: Selectiva – quando a direcção da carga, ou seja a solicitação e o seu efeito se concretiza apenas para um movimento, acção, capacidade ou sistema funcional. Complexa – quando a direcção da carga, ou seja a solicitação e o seu efeito se concretiza em vários movimentos, acções, capacidades ou sistemas funcionais simultaneamente.
Prof. Jorge Lopes, in Curso de Treinadores Nível 2, 2005

No período preparatório trabalharemos com grandes volumes de cargas e baixas intensidades.
A partir de Novembro começamos a diminuir o volume da carga de uma forma gradual e também de uma forma gradual a aumentar a intensidade das cargas.
No mês de Janeiro, devido ao Natal e Passagem de Ano, baixamos um pouco a intensidade e o volume das cargas, voltando no mês de Fevereiro a subir a intensidade das mesmas para que a atletas se apresentem ao melhor nível nos meses de Fevereiro, Março, Abril e Maio, porque são os meses principais a nível de decisão de objectivos previamente traçados.

Fonte: Partes de um trabalho realizado por Helder Antunes "Planeamento Anual de uma Equipa de Hóquei em Patins Feminino", elaborado no âmbito do curso de treinadores nível 3 da FPP, 2007.

Quinta-feira, Abril 17, 2008

PLANEAMENTO ANUAL DE UMA EQUIPA DE HÓQUEI EM PATINS FEMININO - 2ª PARTE

PERIODO PREPARATÓRIO (Mês de Setembro e parte de Outubro - 3 semanas)
MICROCICLO 5,6 e 7

OBJECTIVOS

- Adquirir inércias de carga, competição e recuperação.
- Adequar as adaptações individuais adquiridas às necessidades da competição.
- Ajustar as cargas de treino às exigências da competição.
- Preparar psicologicamente a equipa e as atletas para o campeonato e como suportar “pressões” para que o principal objectivo seja alcançado.
- Reforçar a motivação intrínseca.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

- Diminuir progressivamente o volume de trabalho.
- Manter altos níveis de intensidade.
- Presença de competições.
- Diminuir as cargas básicas e aumentar as específicas.
- Cargas específicas mínimas para iniciar a nova competição:
Domínio das estratégias e sistemas tácticos do jogo.
Compenetração e eficácia entre as atletas.
Estado de forma necessário para alcançar as condutas específicas.


RESISTÊNCIA

- Utilizam-se sessões de potência aeróbica, resistência mista e resistência anaeróbica láctica.
- Incluir um componente cognitivo e coordenativo no trabalho de potência aeróbica.
- A resistência aeróbica de intensidade média utiliza -se para recuperação depois de sessões de alta intensidade ou jogos.
FORÇA

- As cargas básicas orientam-se para manifestações da força próprias da competição.
- Aumentar as sessões de força específica.
- Utilizam -se sessões de intensidade alta (75% - 90%).
- Exercícios de força dirigida e especial.
- Integram-se exercícios de força com elementos motores específicos.
- Atenção à velocidade de execução.
- Nas atletas mais novas incrementa-se a intensidade.

VELOCIDADE

- Aumentar o número de sessões com elementos do jogo.
- Melhoria da velocidade máxima de deslocamento.
PERÍODO COMPETITIVO 1 E 2 (Normalmente de fim de Outubro até ínicios de Junho - P1 e P2)

OBJECTIVOS

- Participar na competição semanal no melhor estado de forma possível.
- Manter um bom nível competitivo tanto físico como psíquico como técnico / táctico.
- Preparar as atletas a auto-controlar os seus próprios níveis de ansiedade e stress.
- Manter os níveis de exigência físicos característicos do Hóquei em Patins.
- Procurar momentos óptimos em função do nível de dificuldade competitiva.
- Desenvolvimento contínuo das capacidades motoras.
- Aperfeiçoamento e consolidamento da técnica.
- Depende um pouco das exigências do calendário competitivo.
- Reforçar comportamentos éticos e de desportivismo.
- Exercitar continuamente a atenção e a concentração.
- Dar a conhecer estratégias psicológicas de autoregulação e visualização
- Reforçar a motivação intrínseca.

MANUTENÇÃO DA FORMA

- Utilizam -se cargas básicas de reforço para os factores menos estáveis.
- Nas competições mais importantes evitar estímulos que provoquem fadiga, ou cansaço muscular.
- Nos microciclos sem competição (se existirem) aproveitar para proporcionar cargas básicas orientadas a manifestações próprias da competição.
- No último terço da competição diminuir o volume.Desaparecer com as cargas básicas.
- Um jogo considera-se uma carga máxima específica. Por isso antes e depois dos jogos devem realizar-se sessões de descarga ou recuperação.

CAPACIDADES MOTORAS

Resistência

- Manter a resistência específica como objectivo prioritário.
- Utilizar em cada microciclo 1 – 2 sessões de resistência aeróbica.

Flexibilidade

- Facilita os processos de recuperação do jogador.

Velocidade

- Deve trabalhar-se em todos os microciclos de competição

Força

- Em cada três/quatro microciclos é conveniente incrementar os estímulos básicos de força orientados para as condutas de competição (Força explosiva).
- Deixar um/dois microciclos entre os estímulos básicos de força e os microciclos de competição de especial importância (Facilitar a assimilação da força).
- As sessões de força específica (deslocamentos, …) devem estar presentes durante todo este período (2 – 3 sessões).
- Uma sessão de Força Explosiva deve estar presente em cada microciclo.
- A F.max. diminui às três/quatro semanas se não for exercitada.
- Portanto realizar uma sessão de F. Max. a cada três/quatro semanas.
PERÍODO TRANSITÓRIO (Final da época competitiva)

CARACTERÍSTICAS

- Ausência de competições oficiais.
- Fadiga acumulada.
- Dificuldade para manter a motivação.
- Movimento nos plantéis

OBJECTIVOS

- Descansar física e psiquicamente dos esforços realizados e do stress da competição.
- Propor programas de trabalho personalizado.
- Propor programas de trabalho muito variado e diferente dos incrementados ao longo da época.

INFORMAÇÃO ADICIONAL
-Este período poderá começar mais cedo que o previamente previsto, devido à prova em que a equipa estará a disputar na altura ser a Taça de Portugal e caso seja eliminada o Período Transitório começara mais cedo.
Fonte: Partes de um trabalho realizado por Helder Antunes "Planeamento Anual de uma Equipa de Hóquei em Patins Feminino", elaborado no âmbito do curso de treinadores nível 3 da FPP, 2007.

Quarta-feira, Abril 16, 2008

CAMPO DE FÉRIAS - OK4U - VERÃO 2008

Clique na imagem para a visualizar melhor

A equipa OK4U, irá realizar pelo 4º ano consecutivo, mais um campo de férias, com 3 estágios, (30 Junho a 4 Julho, 7 a 11 Julho e de 14 a 18 Julho), no Pavilhão do Centro Social e Paroquial de Alfena, com a participação de Filipe Santos, capitão dos seniores do FC Porto, Prof. João Lapo Treinador do FC Porto e da AP Porto e os guarda – redes do FC Porto Edo Bosch e Nelson Filipe.

Para além do Hóquei, teremos actividades muito diversificadas (paintball, tiro com arco, iniciação à equitação, capoeira, etc... ) e pela primeira vez, iniciação à esgrima lusitana, uma arte marcial portuguesa, também conhecida por jogo do pau.

Estes estágios destinam-se a atletas federados e não federados dos 6 aos 17 anos de ambos os sexos, em regime de internato e semi-internato.

Para informações mais detalhadas consulte: Www.ok4u.pt

Clique nas imagens para as visualizar melhor

Domingo, Abril 13, 2008

PLANEAMENTO ANUAL DE UMA EQUIPA DE HÓQUEI EM PATINS FEMININO - 1ª PARTE

INTRODUÇÃO

Neste trabalho temos excertos de todo um planeamento anual de uma equipa Sénior Feminina à qual damos o nome fictício de XPTO, referente à época 2006-2007.
As partes deste trabalho aqui publicado, fazem parte de um trabalho sobre o planeamento anual de uma equipa no âmbito do curso de treinadores nível 3 da FPP.
Na base deste planeamento estão as características da própria modalidade, uma vez que a mesma é dotada de enormes gestos técnicos específicos e situações tácticas algo semelhantes às de outras modalidades, mas que o facto da locomoção ser feita sobre rodas e o manuseamento da bola ser feito através de um objecto (stick), influenciam essas mesmas situações tácticas.
Outros aspectos a ter em real situação de conta é a importância do treino aeróbio e anaeróbio, uma vez que o treino das mesmas é deveras importante para o sucesso da equipa.
O objectivo deste planeamento anual é objectivar/planificar como poderá a equipa em questão atingir os seus objectivos e tentar prever com suficiente antecipação as acções de modo a que se trabalhe sempre de acordo com as necessidades reais.
Este planeamento tem início no dia 1 de Setembro de 2006 e termina no dia 15 de Julho de 2007.
Inicialmente os treinos serão planeados com grandes volumes e baixas intensidades e à medida que a competição se aproxima e certos de determinados objectivos vão sendo alcançados, os treinos terão um abaixamento gradual do volume e simultaneamente da intensidade dos mesmos.
As sessões de treino serão normalmente 3 sessões semanais com a duração de 75 minutos e no final deste planeamento as atletas terão realizado aproximadamente 130 sessões de treino.

PERIODO PREPARATÓRIO (Mês de Setembro e parte de Outubro - 3 semanas)
MICROCICLO 1

OBJECTIVOS

- Alcançar um nível de adaptação de “reserva” que permita enfrentar a duração da temporada e evite lesões. Pretende conseguir as adaptações orgânicas que permitam competir.

- Proporcionar actividades diferentes às atletas para que seja reforçado “o espírito de equipa”.

- Aquisição dos níveis de força e resistência básicos.

- Transferência para as manifestações de força, velocidade e resistências específicas do hóquei em patins.

- Continuar com o processo de desenvolvimento individual das jogadoras

- Iniciar as adaptações do organismo às cargas de treino.

- Realizar testes para a valorização das atletas.


CARACTERÍSTICAS

- As cargas são principalmente condicionais de carácter básico.

RESISTÊNCIA

- Intensidade média (F.C. 140 – 160 ppm.);

MEIOS

- Corrida contínua e/ou de intensidade variável e duração progressiva, estruturados em blocos com pausas intermédias de pouca duração.
- Circuitos de força resistência de grandes grupos musculares de intensidade média (40 % - 50%).

FORÇA

- Intensidade média.
- Volumes altos.

MEIOS DE TREINO

- Cargas condicionais de carácter básico.
- Pesos: trabalhar todos os grupos musculares Trabalho de força resistência, intensidade média.
- Circuitos de força (40 – 50 %) com volume crescente, exercícios globais.
- Auto cargas / exercícios pares / exercícios carga inespecífica / bola medicinal /....
- Trabalhar com maior número de sessões mas mais curtas.

FLEXIBILIDADE

- Medida preventiva e recuperadora.
- Distintos métodos de trabalho.
- A flexibilidade dirige-se a todas as articulações.
- Utilizam-se todos os métodos de trabalho.

PERIODO PREPARATÓRIO (Mês de Setembro e parte de Outubro - 3 semanas)
MICROCICLO 2,3 E 4

OBJECTIVOS

- Adquirir e recuperar padrões da motricidade específica.
- Conhecer os objectivos, estratégias e tácticas básicas da equipa.
- Adquirir o nível adaptativo específico que requere as características do Hóquei em Patins.
- Adquirir uma reserva condicional para o período competitivo.
- Elevar os índices de motivação das atletas.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

- Continuar a aumentar o volume da carga.
- Recuperação da motricidade específica.
- Aquisição de novos elementos através de meios básicos e específicos
- Nos dois primeiros microciclos predominam as cargas básicas.
- Nos últimos microciclos predominam as cargas específicas.

RESISTÊNCIA

- Intensidade variável: média – alta / alta.
- Incremento progressivo da intensidade até ao limiar anaeróbico (F.C. 165 –180 ppm.).
- Trabalho aeróbico.
- Utilizar métodos intervalados e de curta duração.

FORÇA

- As atletas mais novas trabalham força geral ou de construção com auto cargas.
- Nas atletas com idades de Juniores (até 20 anos) realiza-se trabalho para a melhoria da força máxima, de alta intensidade (75 – 90 %).
- Nas atletas com idades de seniores e com mais tempo de treino introduzem-se de imediato cargas de alta intensidade dirigidas aos grupos musculares de maior implicação na competição (F Max.).
- Nestas atletas será incrementado a intensidade até 90 – 100% para os principais grupos musculares.
- Predomínio do trabalho membros inferiores.
- Progressão: primeiro aumentar o peso e depois a velocidade de execução.
VELOCIDADE

- Introdução progressiva de cargas de velocidade.

FLEXIBILIDADE

- Sempre (preventiva para lesões / recuperação)

MEIOS

- Básicos nos 2 primeiros microciclos.
- Específicos nos dois ou três seguintes.
- Os exercícios de deslocamento, combinação de elementos, encadeamentos tácticos, são um bom meio para o trabalho da resistência.
- As cargas específicas são o melhor meio para a melhoria da resistência específica e para o retardamento da aparição da fadiga.
- Cargas básicas: corrida contínua, circuitos, halteres.
- Cargas específicas: treino integrado, jogos, exercícios técnico – tácticos, tácticos.
Fonte: Partes de um trabalho realizado por Helder Antunes "Planeamento Anual de uma Equipa de Hóquei em Patins Feminino", elaborado no âmbito do curso de treinadores nível 3 da FPP, 2007.

Terça-feira, Abril 08, 2008

A FORMAÇÃO E A INSCRIÇÃO DE TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS - OPINIÃO PESSOAL

"A Direcção da Federação de Patinagem de Portugal na sua Reunião de 28 de Junho de 2007, deliberou prolongar o Regime Transitório para a disciplina de Hóquei em Patins que impunha a partir da próxima época (2007/2008) a obrigatoriedade do Nível 2 aos Treinadores para exercer as suas funções na 2ª Divisão Nacional Seniores Masculinos e Equipas Seniores Femininas. Tal decisão foi tomada em consciência tendo em conta as dificuldades processuais dos Clubes em responder afirmativamente a esta medida e ao corte orçamental imposto pelo Instituto do Desporto de Portugal na rubrica para a Formação de Recursos Humanos. Importa no entanto alertar todos os agentes envolvidos nesta temática, que está para breve a conclusão da Regulamentação da Formação de Treinadores, por parte do IDP, e que a FPP continuará a sua aposta na Formação, por forma a:

1. Fomentar a aquisição inicial dos conhecimentos desportivos, gerais e específicos, que garantam competência técnica e profissional na intervenção desportiva do treinador;

2. Oferecer, de forma contínua e sistemática, ao treinador instrumentos técnicos e científicos necessários à melhoria qualitativa da sua intervenção;

3. Promover o aperfeiçoamento qualitativo ou quantitativo da prática desportiva através da intervenção do treinador. Assim, os níveis de qualificação de treinadores estabelecidos no ponto 1 do artigo 87º do Regulamento Geral são de aplicação obrigatória, a partir da época de 2009/2010.", in http://fpp.pt/dtn/accoes/
"De acordo com o texto transcrito e publicado no site da FPP há já muitos meses, sobretudo nos últimos três tópicos deste excerto (transcrito acima e a azul neste blog), penso que há qualquer coisa nesta temática que não faz muito sentido segundo a minha opinião e desafio aqui todos os leitores a deixarem comentários sobre o mesmo.

Vejamos:

De um lado temos os responsáveis a dizer que a partir de 2009/2010, por exemplo é necessário o treinador possuir o nível 2 para treinar seniores masculinos da 2ª divisão nacional ou seniores feminino, entre outras obrigatoriedades que mais cedo ou mais tarde entrarão em vigor.

Temos também os responsáveis a dizer que a formação dos treinadores é deveras importante, quer para melhorar as competências dos treinadores quer para os próprios clubes estarem "apetrechados" com pessoas mais capazes de...

Temos ainda do mesmo lado quem organize/realize diversos cursos de treinadores de diferentes níveis ao longo de uma época e temos ainda os treinadores de hóquei em patins portugueses que cada vez mais apostam na sua formação e na aquisição de novos conhecimentos.

Até aqui, na minha opinião, tudo se enquandra e tem lógica.

No entanto, quando partimos para o outro lado, o lado das inscrições ou transferências de treinadores pelos clubes, verificamos que acontece precisamente o inverso, ou seja, o treinador que tem mais formação é o mais caro para o clube inscrever e o que possuí menos formação é o mais barato.

Para quem conhece os valores em causa, sabe muito bem da disparidade de valores que estou a falar.

Logo e sem nunca colocar aqui em causa a competência de um treinador de nível mais inferior, porque isso não significa nada, não significa que não seja competente, significará sim é na prática porque o treinador que mais cursos tem, o treinador legalmente mais habilitado e credenciado a... irá ter muito menos hipóteses que arranjar trabalho num clube. Fica muito mais cara a sua inscrição ou transferência ao clube. É que aos clubes o lado económico pesa muitas vezes ou quase sempre nas decisões.

Se os responsáveis que dizem que quantos mais treinadores com formação tivermos, melhor é para a modalidade, então porque não inverter estas taxas? Porque é que o treinador, por exemplo de nível 1 não é mais caro para o clube inscrever do que o treinador de nível 3?

Na minha opinião deveria ser assim, quanto maior o nível/curso do treinador, menor a inscrição e a sua tranferência no/de clube, porque isso iría proporcionar o seguinte:


  • Fazia com que os treinadores se sentissem mais motivados para apostarem na formação, porque para além de ficarem com novas competências, saberiam que a perspectiva de terem trabalho poderia ser mais favorável;

  • Seria uma forma indirecta dos treinadores verem reconhecido o investimento pessoal que fizeram na própria carreira;

  • Os clubes apostavam muito mais nos treinadores mais credenciados, porque além de lhes ficar mais barato, era também uma forma de terem treinadores mais competentes (teóricamente) a trabalharem os seus atletas.

Penso sinceramente que seria mais vantajoso para todos, mais justo e de certeza que a modalidade a médio e longo prazo ganharia mais com isso.


Não faz muito sentido de um lado dizermos que queremos mais formação para os treinadores, que queremos pessoas competentes a trabalhar diariamente nos clubes e depois na prática em vez de incentivarmos a isso, tomamos medidas, tais como a de inscrição ou transferências de treinadores de nível 3 serem muito mais caras que a de um treinador de nível 1, o que vem contrariar as tais boas intenções.


Sou defensor que o regime de inscrições de treinadores deveria ser diferente, aliás inverso ao que actualmente temos, quer pelas razões que expôs anteriormente, quer também como forma de reconhecimento por parte dos responsáveis para com os treinadores que durante muitos dias fazem cursos de treinador de hóquei em patins, onde acarretam as despesas de deslocação, de inscrição e muitas vezes de alimentação e também pelas horas que dedicam ao hóquei em detrimento da família."


Fonte: Opinião pessoal de Helder Antunes

Sexta-feira, Abril 04, 2008

AVALIAÇÃO DA INGESTÃO NUTRICIONAL EM ATLETAS DE ELITE NA MODALIDADE DE HÓQUEI EM PATINS

Camões, J.M.; Teixeira, V.H.; Valente, H.; Moutinho-Ribeiro, M.
Instituto Superior da Maia
Faculdade de Ciências de Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
RESUMO
Foram avaliadas a ingestão nutricional durante o ciclo competitivo e as características antropométricas de 10 atletas séniores de hóquei em patins do sexo masculino.
A ingestão foi avaliada através de registos alimentares de quatro dias consecutivos: dois pré-competitivos, o dia da competição e o dia posterior à mesma. A conversão em nutrimentos efectuou-se no programa Microdiet Plus versão 1.1., completada, quando necessário, com dados da Tabela de Composição de Alimentos Portugueses.
O registo antropométrico incluiu a altura e o peso, calculando-se a partir destes, o índice de massa corporal (IMC) que foi, em média, de 25,3 Kg/m2 na nossa amostra.
A ingestão nutricional dos atletas que constituíam a amostra foi de, em valores médios: 2918 Kcal; 19,3% do Valor Energético Total (VET) de proteínas; 32,8% do VET de lípidos; 45,7% do VET de hidratos de carbono. Não se observaram diferenças significativas na ingestão entre os diversos períodos do ciclo de actividade, exceptuando a ingestão de etanol que se encontrava elevada no dia da competição, nomeadamente no período após o jogo.
Concluíu-se que: 1. A distribuição energética por macronutrimentos demonstrou um padrão alimentar hiperproteico, hiperlipídico e hipoglícidico. Relativamente aos micronutrimentos (vitaminas e minerais) foram cumpridas as recomendações com a excepção das vitaminas D, E, A, ácido fólico e biotina, que se encontraram abaixo do desejado. 2. Os atletas, de uma forma geral, não demonstraram cuidados alimentares na preparação da competição e na fase que se segue à mesma, a recuperação, nomeadamente na ingestão de hidratos de carbono para reposição das reservas glicogénicas.
MÉTODO
Amostra
Do vasto universo de desportos de alto rendimento, foi escolhida a modalidade de hóquei em patins. Constituíram-se como critérios de escolha específicos, o facto de serem atletas de alta competição, envolvendo elevados níveis de exigência física, o facto de Portugal ser uma potência na modalidade e serem inexistentes, ao melhor do nosso conhecimento, os estudos feitos no âmbito desta modalidade desportiva.
Com o intuito de se avaliar e caracterizar a ingestão nutricional de desportistas, foram incluídos na nossa amostra 10 atletas de alta competição, que constituíam a totalidade de uma equipa sénior de hóquei em patins.
Os atletas eram de várias nacionalidades, havendo seis atletas Portugueses, dois Espanhóis, dois Argentinos e um Italiano. Todos os atletas eram internacionais pelos seus países, sendo alguns deles campeões da Europa e do Mundo.
No grupo, todos eram caucasianos, do sexo masculino e tinham entre 19 e 36 anos.
Metodologia
Avaliação antropométrica
Os atletas foram questionados quanto ao seu peso e estatura. Apesar de questionável, este tipo de recolha de dados não deverá acarretar grande margem de erro, pois alguns trabalhos (4) mostram que o peso referido é muito próximo do real, e, além disso, os atletas estão sujeitos a constantes avaliações antropométricas, o que leva a crer que a margem de erro seja pouco significativa.
A partir destes parâmetros (peso e estatura) calculou-se o IMC (Kg/m2).
CONCLUSÕES
A alimentação, só por si, não garante a boa forma física ou a melhor prestação motora desportiva, mas se for incorrecta pode arruinar, rapidamente, estas apetências. Tendo consciência desta realidade, uma escolha alimentar adequada permite a optimização da prestação desportiva, sempre em sintonia com a metodologia de treino. O padrão alimentar que os desportistas devem seguir não é muito diferente do seguido por um indivíduo normal.
No entanto, para além das acrescidas necessidades energéticas, parece ser indicada uma maior contribuição dos hidratos de carbono. Ao atleta deve também ser estabelecido um plano de hidratação e ser encorajado o consumo de líquidos com ou sem electrólitos antes, durante e após o exercício, visto as perdas de água e minerais estarem acrescidas e terem efeitos significativos na performance.
Tentando responder à primeira questão colocada inicialmente, pensamos que os atletas que constituíram a amostra apresentaram alguns desequilíbrios no seu regime alimentar, apresentando uma dieta hiperproteica, hiperlipídica e hipoglícidica.
Relativamente aos micronutrimentos, verificou-se que os atletas em questão atingem satisfatoriamente as recomendações dos minerais e oligoelementos e da maior parte das vitaminas avaliadas, apresentando, no entanto, uma ingestão deficitária das vitaminas D, E, A, ácido fólico e biotina.
No que diz respeito à segunda questão colocada, os atletas não demonstraram cuidados nutricionais na preparação da competição e na recuperação do esforço desenvolvido na mesma, principalmente na ingestão de hidratos de carbono, para complementação e reposição das reservas glicogénicas.
Ficou demonstrada a necessidade de conhecer a ingestão alimentar dos atletas de alto rendimento, por forma a poder intervir nutricionalmente, planeando o seu regime alimentar e corrigindo possíveis desequilíbrios.
A relação da alimentação com a prática desportiva parece não deixar dúvidas quanto à sua importância e consequências na prestação desportiva, cultivando mais uma vez a ideia de que pequenos pormenores podem fazer a diferença...
Fonte: AVALIAÇÃO DA INGESTÃO NUTRICIONAL EM ATLETAS DE ELITE NA MODALIDADE DE HÓQUEI EM PATINS. Camões, J.M.; Teixeira, V.H.; Valente, H.; Moutinho-Ribeiro, M. Instituto Superior da Maia Faculdade de Ciências de Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Terça-feira, Abril 01, 2008

O DESENVOLVIMENTO DA VELOCIDADE NOS JOGOS DESPORTIVOS COLECTIVOS - 3ª PARTE



3. O treino da velocidade nos JDC
Nos JDC há que considerar:
(1) o treino da velocidade relacionado com as acções explosivas efectuadas em espaço reduzido, tais como saltos, travagens, mudanças de direcção, passes, remates, e outras actividades acíclicas;
(2) o treino da velocidade de repetição, mais relacionado com as acções cíclicas, produzidas num espaço mais amplo, como por exemplo a corrida, com e sem bola.
Dado que a prestação efectiva dos jogadores numa partida se prolonga por um período de tempo
considerável, não basta ser rápido. É necessário sê-lo muitas vezes, sem perder eficácia.
Deste modo uma das preocupações ao nível do treino é predispor o jogador para repetir a realização de acções rápidas, ao longo do jogo, sem que a sua velocidade de realização baixe drasticamente por aparecimento da fadiga.
À capacidade que permite fazer face a este condicionamento dá-se o nome de velocidade-resistência.
O treino desta capacidade é muito esgotante, tanto física como mentalmente, o que nos previne para a parcimónia com que deve ser abordado. Normalmente é usado em jogadores de elite, devendo evitar-se a sua aplicação a indivíduos com idade inferior a 16 anos (Bangsbo, 1994).
3.1. Objectivos
Em função do que foi referido, parece plausível que através do treino da velocidade, nos JDC, se procure alcançar os seguintes objectivos:
- Incrementar a capacidade para decidir, rápida e ajustadamente, em resposta aos complexos de estímulos que caracterizam diferentes configurações de jogo (posição da bola, baliza, colegas, adversários, linhas de força do jogo, e outros);
- Aumentar a capacidade para executar rapidamente habilidades técnicas específicas em contextos que reproduzam a matriz do modelo de jogo que se pretende implementar (por exemplo, treinar a condução da bola ou o passe, na fase de contra-ataque, em situações de pressão espacial, com tempo e número de contactos com a bola limitados);
- Desenvolver a capacidade para gerar elevadas magnitudes de potência mecânica externa em acções ou sequências de elevada intensidade (saltos, sprints, mudanças bruscas de direcção, inversões bruscas de sentido, ...);
- No que toca, particularmente, à velocidade-resistência: aumentar a capacidade de produção contínua de potência e energia; e incrementar a capacidade de recuperação após a realização de um exercício de alta intensidade.
3.2. Preceitos fundamentais
Como já o referimos, o treino da velocidade no contexto dos JDC deve ser equacionado para que haja um casamento óptimo entre a solicitação das valências perceptivas, decisionais e neuromusculares.
Há, portanto, que reconhecer que os benefícios do treino da designada velocidade funcional, que integra os ingredientes do jogo, são bem mais significativos do que o treino formal de velocidade, este habitualmente associado aos sprints lineares realizados sem bola (Bangsbo, 1994).
Nesta linha de raciocínio, para que o desenvolvimento da velocidade seja eficaz, nos JDC, parece-nos importante atender aos seguintes preceitos:
* Gerar esforços de intensidade maximal
Para que se consiga uma adaptação efectiva é imprescindível exigir-se ao executante elevada concentração e máximo empenhamento na tarefa a realizar. O respeito por esta exigência é fundamental, dado que o exercício apenas induz a adaptação desejada se provocar a solicitação de um número significativo de unidades motoras, o que, por sua vez, reclama intensidade maximal na sua execução.
Tal implica o respeito pelas seguintes condições:
-É conveniente realizar o treino de velocidade no início das sessões, após um adequado aquecimento (Bangsbo, 1994). O desenvolvimento da velocidade deve ter lugar em condições de relativa frescura nervosa e muscular (Dick, 1989; Verkhoshansky, 1996a). Quando a fadiga começa a instalar-se a excitabilidade do sistema neuromuscular diminui, provocando também uma redução da coordenação intra e intermuscular e, com ela, uma diminuição da eficiência dos movimentos. Neste caso o efeito de treino orientar-se-á, sobretudo, para a velocidaderesistência;
- Os exercícios devem ser realizados durante períodos de tempo curtos, até 10 segundos;
- Os períodos de recuperação devem ser longos, com duração superior a cinco vezes o tempo de duração do exercício, de forma a permitir uma recuperação completa, e assim se criarem condições aos sistemas implicados para nova repetição ou série em regime de intensidade máxima. Para o caso particular da velocidade-resistência, pode ter-se como referência exercícios realizados com intensidade quase máxima, com uma duração entre 20 e 40 segundos e intervalos de recuperação entre três e cinco vezes a duração do exercício. Os intervalos devem incluir actividades de repouso activo que acelerem a recuperação, como por exemplo corrida lenta.
Fonte: GARGANTA, Júlio, "O desenvolvimento da velocidade nos jogos desportivos colectivos" http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 6 - N° 30 - Febrero de 2001

Sábado, Março 29, 2008

O DESENVOLVIMENTO DA VELOCIDADE NOS JOGOS DESPORTIVOS COLECTIVOS - 2ª PARTE

2.1. A velocidade de jogo
Os JDC praticados ao mais alto nível, são caracterizados por requererem um ritmo muito elevado e por reclamarem dos jogadores um empenho permanente. A existência de sistemas defensivos cada vez mais pressionantes implica exigências crescentes, nomeadamente no que se refere à velocidade de processamento da informação e de execução.
No jogo ocorrem, cada vez com maior frequência, circunstâncias nas quais os jogadores devem realizar acções de adaptação com elevada velocidade. Todavia, ao atribuir-se às capacidades motoras um estatuto de autonomia, à margem do contexto táctico que as reclama, o significado de características como esta pode ser distorcido.
Por isso, Brettschneider (1990) alerta quem pretender analisar os jogos desportivos e a prestação dos jogadores, para que o faça através da análise do contexto no qual ocorrem as acções, não se devendo limitar a aspectos isolados.
Quando, tentando analisar parcelarmente os JDC, falamos em velocidade, no sentido restrito, não conseguimos um aporte de informação importante para melhorar a qualidade do treino e do jogo. A velocidade está sempre relacionada com o ajustamento temporal (Balash, 1998) e espacial das acções, e também com as características da tarefa a realizar. Trata-se, portanto, de uma velocidade tácticotécnica.
Estando a velocidade intimamente associada a acções de intensidade maximal, alguns especialistas (ver por exemplo, Palfai, 1979; Ekblom, 1986) têm referido que aquilo que diferencia o nível dos jogadores e das equipas, no que respeita à actividade realizada durante as partidas, não é tanto o número de acções, mas fundamentalmente a intensidade com que elas são desenvolvidas.
Quando os desportistas se movimentam em função de um móbil de jogo (a bola) e interactuam com elementos móveis dotados de autonomia (colegas e oponentes), as acções não podem ter uma duração fixa. A acção desenvolvida pelo sujeito decorre, não só da leitura da configuração do momento, mas também da previsível evolução das linhas de força do jogo, em função da velocidade de que se está animado para fazer coincidir a execução com o momento (tempo) e o lugar (espaço) exigidos para obter êxito.
De facto, a velocidade de realização parece ser um indicador do nível de jogo. Os melhores jogam mais depressa. Todavia, a intensidade com que um jogador executa as acções no jogo, depende, por um lado, da forma como ambas as equipas em confronto condicionam o ritmo do jogo, e, por outro, da qualidade das escolhas e das opções táctico-técnicas efectuadas pelo jogador no seu decurso.
Sabe-se que não é apenas na forma, mas também no ritmo de execução das habilidades técnicas, que os jogadores mais talentosos se distinguem dos demais (Mercier, 1979). Contudo, a velocidade das acções do jogador adquire sentido quando relacionada com a velocidade de jogo, isto é, com a interacção de várias formas de manifestação parcelares que se entrecruzam e que vão desde a velocidade mental (Cianciabella, 1995) até à velocidade de deslocamento e de execução, numa interacção recorrente entre colegas e concorrente entre adversários.
Quer isto confirmar que os melhores não jogam apenas mais depressa. Jogam, sobretudo, mais eficazmente, fazendo variar a velocidade de realização e de jogo, em função das características do momento e das possibilidades de evolução das linhas de força da jogada.
O jogo em que o jogador se posicionava para receber a bola, depois observava, pensava e agia, faz pouco sentido no contexto actual. As marcações são cada vez mais pressionantes, a velocidade de jogo cada vez mais elevada, o tempo para agir cada vez mais curto, pelo que cada vez é mais premente a necessidade de realizar a antecipação mental e motora. Neste contexto, a compatibilização da velocidade com a precisão parece ser um problema importante.
Já em 1951, Gibbs demonstrou que existe uma correlação negativa entre velocidade e precisão.
Também se sabe, desde 1942 com Fulton, que o nível de precisão adquirido a baixa velocidade decresce rapidamente quando esta aumenta e que, pelo contrário, quando se pede a um indivíduo, que treinou a elevada velocidade, que procure cuidar os aspectos de precisão, ele perde pouca velocidade. Este preceito reveste-se de grande importância, nomeadamente pelas repercussões que pode ter quando se pretende eleger uma metodologia para promover a aquisição eficaz das diferentes habilidades técnicas nos JDC.
Há, por isso, que considerar a relação da velocidade das acções com a precisão e com antecipação da resposta motora decorrente dos aspectos tácticos do jogo. Segundo Dugrand (1989), embora exista uma relação negativa entre velocidade e precisão, verifica-se uma relação positiva entre a velocidade e a "previsibilidade" das soluções retidas pelos jogadores.
A este propósito, Bouthier (1988) sustenta que os jogadores mais experientes e os mais inteligentes se distinguem pelo apuro das capacidades de antecipação, quer na evolução das relações de oposição, quer nas escolhas tácticas mais ajustadas, quer ainda na execução das correspondentes operações que viabilizem o desencadeamento dessas acções em tempo útil.
Também Ripoll (1979), num estudo em que comparou praticantes de Basquetebol com sujeitos não praticantes, demonstrou que os segundos, não obstante serem capazes de reconhecer uma considerável quantidade de informação sobre o jogo, ignoravam a sintaxe e o conteúdo semântico das mesmas.
Neste âmbito, a capacidade de antecipação parece revelar-se um indicador fundamental para discriminar jogadores experientes ou inteligentes de jogadores principiantes ou pouco esclarecidos tacticamente (Tavares, 1994).
Fonte: GARGANTA, Júlio, "O desenvolvimento da velocidade nos jogos desportivos colectivos" http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 6 - N° 30 - Febrero de 2001

Quinta-feira, Março 27, 2008

O DESENVOLVIMENTO DA VELOCIDADE NOS JOGOS DESPORTIVOS COLECTIVOS - 1ª PARTE

Resumo:
No contexto desportivo, a velocidade tem sido entendida como uma capacidade motora cujo desenvolvimento é fortemente determinado pela faceta genética, o que lhe confere um reduzido potencial de treinabilidade. Contudo, se bem que seja comum dizer-se que já se nasce velocista, para nós é claro que nos jogos desportivos é possível ser-se rápido sem que se disponha das características de um corredor de velocidade ou de um saltador. No presente artigo, procura-se sustentar que nos jogos desportivos colectivos não existe uma, mas várias velocidades, cuja lógica de expressão e desenvolvimento implica uma subordinação às exigências particulares da actividade desenvolvida durante o jogo. Neste sentido, é avançada uma perspectiva centrada na interligação das valências perceptivas, decisionais e motoras, e cuja configuração contempla o entrelaçamento da velocidade com os factores de natureza técnica e táctica.
Artigo Publicado na revista TREINO DESPORTIVO, nº 6, Março 1999, pp 6-13 (Portugal).
1. Introdução
Na actividade desportiva, o praticante procura, através do seu corpo, que é, simultaneamente, sujeito e objecto da acção (Panafieu, 1984), jogar sobre o tempo no sentido de modificar as suas acções para melhor se adaptar ao envolvimento (Jalabert, 1998).
Neste contexto, a velocidade motora, entendida como uma capacidade humana que condiciona a realização dos movimentos desportivos, constitui um factor do rendimento ao qual se tem vindo a atribuir grande importância. Treinadores e investigadores têm voltado as suas preocupações, não só para as formas de manifestação que a caracterizam, mas também para o modo de as transformar em indutores de eficiência e eficácia das acções desportivas.
Curiosamente, este realce dado à velocidade parece faz parecer omisso o velho ideal olímpico grego, segundo o qual o desporto constituiria a via para o Homem chegar mais longe, saltar mais alto e ser mais forte (Citius, Altius, Fortius).
De facto, à luz das exigências do desporto actual, não basta chegar mais longe, nem saltar mais alto, nem ser mais forte, é preciso ser mais rápido, mais veloz. Mais rápido, não apenas a chegar ao local desejado, ou a realizar uma acção, mas também a pensar, a encontrar soluções, a perceber o erro, a descodificar os sinais do envolvimento. Em síntese, mais rápido e melhor, a perceber, a pensar e a agir.
Este ponto de vista admite, implicitamente, que o ideal olímpico parece omitir uma dimensão fundamental da prática desportiva enquanto actividade humana: a inteligência. Não uma inteligência abstracta e estática, tantas vezes enfatizada, mas uma inteligência do comportamento motor, através da qual o Homem, não só se adapta estrategicamente às exigências colocadas pelo envolvimento, como também está capacitado para nele provocar, intencionalmente, alterações que lhe sejam favoráveis.
2. A(s) velocidade(s) nos jogos desportivos colectivos
O contributo relativo da velocidade para o rendimento varia de acordo com as exigências de cada
modalidade desportiva (Dick, 1989).
Os jogos desportivos colectivos (JDC) constituem modalidades que se caracterizam por complexas relações de oposição e de cooperação que decorrem dos objectivos dos jogadores e das equipas em confronto e do conhecimento que estes possuem do jogo, de si próprios e do adversário (Garganta & Oliveira, 1996).
Dado que, neste contexto, a dimensão estratégico-táctica assume um papel determinante, o conceito de velocidade transcende claramente a concepção clássica que a define como a capacidade de executar acções motoras no mais breve tempo possível.
Estamos, portanto, perante um problema de adequação da expressão da velocidade às tarefas a realizar.
Nas modalidades que fazem parte deste grupo de desportos, o que se demanda constantemente é uma síntese entre velocidade e eficácia na tarefa, o que implica perceber a importância que assume a unidade entre o sistema perceptivo e a velocidade de realização.
As interacções do sistema perceptivo com a velocidade de realização organizam-se em torno de três eixos (Jalabert, 1998):
Selecção das informações - o jogador de alto nível ganha tempo seleccionando, cada vez mais rapidamente, num caos de informações, aquelas que lhe são mais úteis para atingir o objectivo;
Ligação entre as informações - o jogador de alto nível invoca as experiências passadas para prever as consequências das acções que realiza. Nesse sentido, é capaz de estabelecer conexões entre elementos como a orientação dos apoios, a postura do adversário, as linhas de força da defesa contrária, as trajectórias imprimidas à bola, e outros, os quais se revelam determinantes para a obtenção de sucesso;
Reorganização sensorial do controlo do movimento - ao invés do principiante, para quem o controlo visual da bola é indispensável, o jogador confirmado utiliza a propriocepção, o que se torna mais económico em termos de tempo, dado que tal o disponibiliza, do ponto de vista
cognitivo, para o tratamento da informação.
Face a este cenário, parece pertinente considerar não uma, mas várias formas de velocidade. Aliás, Weineck (1994) e Gambetta et al. (1998) ilustram bem este facto, no âmbito do Futebol, ao considerarem a coexistência de sete formas:
A velocidade de percepção - relacionada com a habilidade para processar estímulos auditivos e visuais e tomar decisões a partir de uma variedade de escolhas dependentes de uma situação particular;
A velocidade de antecipação - relacionada com a habilidade para prever as probabilidades de evolução das linhas de força de uma situação;
A velocidade de decisão - relacionada com a habilidade para, após ter analisado uma situação, decidir o que fazer;
A velocidade de reacção - relacionada com a habilidade para reagir a uma acção ou estímulo prévio;
A velocidade de movimento sem bola - relacionada com a habilidade para executar acções sem bola (desmarcações, tackles, marcações, saltos, mudanças de direcção e outras);
A velocidade de acção com bola - relacionada com a habilidade para executar as habilidades técnicas específicas, na relação com o móbil do jogo;
A velocidade de acção de jogo - relacionada com a habilidade para tomar decisões durante o jogo e executá-las em relação com as condicionantes técnicas e tácticas, i.e., para agir correctamente, no tempo certo.
Se tomarmos como exemplo a corrida dos jogadores, nos JDC, constataremos que ela não é linear nem a meta é antecipadamente conhecida. Os praticantes deparam com muitas e variadas "metas" a atingir ao longo do jogo, pelo que o desenvolvimento da velocidade assume contornos complexos.
Atentemos noutro exemplo. No Andebol, no Basquetebol e no Futebol, os estímulos visuais são prevalecentes (análise de trajectórias da bola, percepção das movimentações dos colegas e adversários, ...).
Num atleta que revele dificuldades ao nível da percepção de estímulos visuais, está comprometido um dos elos da cadeia (a captação do estímulo) e, por consequência, está condicionada negativamente a capacidade para ser rápido nas acções que deve desenvolver.
De facto, a expressão da velocidade decorre, não apenas da brevidade de reacção aos estímulos ou da velocidade gestual, mas também do tempo necessário à identificação, ao tratamento rápido da informação e ao reconhecimento e avaliação das situações complexas de jogo. Como sustenta Paillard (1990), em matéria de tratamento da informação, o tempo de que se dispõe para operar é mais importante do que a quantidade ou a qualidade das acções a realizar.
Verifica-se, contudo, que os estudos dirigidos para a compreensão da lógica da velocidade têm-se voltado, preponderantemente, para a parte observável da acção, ou seja para o tempo de movimento, enquanto que o lado invisível, relacionado com o tempo de reacção (Meignan & Audifren, 1997), inerente às questões do processamento da informação, nomeadamente nas facetas perceptiva e decisional, é tratado com menor incidência.
A este facto não são alheias as conclusões provindas de alguns estudos realizados por especialistas, os quais, tendo por referência o peso dos factores genéticos e adaptativos, vêm difundindo a ideia de que a velocidade é a mais acondicionada geneticamente de todas as designadas características motoras básicas e que, portanto, a sua treinabilidade é reduzida.
Consideramos, todavia, que esta é uma forma restritiva de colocar o problema, porque a realidade tem evidenciado que nos JDC as possibilidades de desenvolvimento da velocidade passam, em grande parte, pela exercitação conjugada das capacidades motoras com as habilidades táctico-técnicas, nas quais aspectos como a atenção, a capacidade de discriminação dos sinais pertinentes e a justeza decisional se revestem de uma importância fundamental. Neste sentido, o treino de tais factores tem permitido maximizar as valências musculares ou, nalguns casos, disfarçar até as suas limitações.
A capacidade de previsão, por exemplo, permite que um jogador, mesmo sendo "mais lento" do que outro, do ponto de vista neuromuscular, possa chegar mais depressa a um determinado lugar do terreno de jogo, porque previu e antecipou a resposta.
Atentemos nos movimentos basilares de locomoção dos jogadores, nas suas diferentes formas (marcha, trote, corrida rápida, sprint). Podemos constatar que as razões da sua expressão se fundam numa intencionalidade guiada, sobretudo, por imperativos tácticos. O jogador desloca-se para algum lugar, com maior ou menor intensidade, num ou noutro momento, em função da movimentação dos colegas e adversários, e da posição da bola, isto é, em função das configurações do jogo (Garganta, 1997).
De acordo com este entendimento, a velocidade motora, longe de se restringir à acepção física do termo, que a situa como uma grandeza física, dada pela relação entre o espaço percorrido por um objecto e o tempo necessário para o percorrer, impõe-se, sobretudo, como uma grandeza táctico-técnica, perceptiva e informacional, que se consubstancia no que se pode designar por velocidade de realização, quando nos referimos à prestação individual do jogador, ou por velocidade de jogo, quando nos reportamos ao desempenho das tarefas da equipa, enquanto unidade colectiva, nas diferentes fases que o jogo atravessa.
A velocidade de realização resulta, assim, da conjugação de diferentes e complementares aspectos, e.g., fisiológicos (nível de contractibilidade das fibras musculares), biomecânicos (intensidade, orientação e transmissão do complexo de forças em presença) e perceptivos (natureza dos receptores sensoriais que controlam o movimento). A velocidade de jogo resulta, não do somatório das velocidades parcelares de realização dos jogadores, tidos como célula ou individualidade, mas da forma como a equipa, enquanto superestrutura, gere os diferentes momentos configurações do jogo e a eles reage colectivamente, tal como um tecido celular inteligente.
Tal sugere que, nos JDC, o facto da velocidade ser treinada através de exercícios nos quais se exige que a tarefa proposta se realize no mais breve tempo possível, é condição necessária mas não suficiente para que o efeito de treino se oriente no sentido pretendido. Para além de executar depressa é necessário executar bem, isto é, de forma ajustada.
Fonte: GARGANTA, Júlio, "O desenvolvimento da velocidade nos jogos desportivos colectivos" http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 6 - N° 30 - Febrero de 2001