HPTREINADORES MUDA PARA TREINADORESHP
O administrador

A selecção das pessoas que se dedicam à profissão de treinador é, tal como já salientámos, uma condição «sine qua non» para a prosperidade da actividade desportiva de alto rendimento.
O valor dos treinadores não está ligado nem ao volume (às vezes imenso) do trabalho, nem à amplidão das actividades, nem à energia física e nervosa consumida, mas sim ao resultado desportivo obtido. Cada resultado desportivo em parte pode fazer subir ou descer uma pessoa na escala profissional. O homem-chave, que assume a responsabilidade em todas as circunstâncias, é o treinador. De modo especial, numa derrota, o «culpado» é sempre o treinador.
A profissão de treinador e mais do que uma profissão, é uma vocação, com tudo o que esta noção requer: fidelidade, paixão, entusiasmo, sacrifício. Mais ainda, esta vocação é exercida num mundo de incerteza e do acaso:
Fonte: BOTA, Ioan e COLIBABA, Dumitru, "Jogos Desportivos Colectivos" - Teoria e Metodologia, (p. 25-28), Colecção Horizontes Pedagógicos, Edições Piaget - Instituto Piaget, Lisboa, 2001
«Nos últimos anos, sobretudo nos últimos oito anos, em todas as modalidades e não só no hóquei em patins, temos lido e lidado com a seguinte expressão e mentalidade "é um treinador jovem, ambicioso e que nos dá garantias".


«Muito do êxito desportivo de uma equipa, seja esta de futebol ou de outro desporto qualquer, depende em muito do seu treinador. Depende da forma entusiasta ou não como este organiza, gere e idealiza todos os treinos e competições.
Um treinador tem de ser sobretudo um bom líder, transmintindo aos seus atletas os seus conhecimentos, fazendo estes aprofeiçoarem-se de modo a conseguirem corresponder às exigências da competição. Sobretudo, um treinador tem que ser um gestor de recursos humanos. Tem de saber como lídar com os seus atletas de forma a obter deles o seu máximo.
Para mim o melhor treinador é aquele treinador da tal “nova geração” ou lá o que queiram chamar-lhe. Tem de ser um treinador que se actualiza constantemente, que procura a todo o instante melhorar-se a si próprio de forma a puder-se autovalorizar desportivamente, pudendo melhorar por consequência o rendimento da sua equipa. Para mim o melhor exemplo português é o tão conhecido José Mourinho.
O treinador tem de ser a cara do grupo. Tem de deter um estatuto de autoridade. Sendo que cada treinador tem a sua forma de liderar. Temos treinadores que vivem na base da disciplina e da ordem. Neste caso o treinador caracteriza-se por ser aquele treinador rijido e fechado que não dá confianças aos jogadores, pouco se importando com as suas opiniões. Para estes treinadores só a opinião deles importa!
Temos outros treinadores que lideram de uma forma liberal. Este lídera o grupo de uma forma pouco adequada pois prefere não assumir a responsabilidade das decisões com “medo” de ser considerado autoritário . É caracterizado pela falta de organização e preparação de treinos. Faz a sua equipa perder espirito de grupo e a sua coesão pois não a consegue orientar de forma adequada pois não consegue sequer ser um líder. Este treinador na minha opinião nunca pode ser treinador pois não se faz sentir presente, não tem ideias, e mesmo que as tenha não as leva avante. Para mim nunca pode ser chamado verdadeiramente de treinador.
Ainda temos aqueles treinadores que usam uma liderança na base da participação, isto é, este treinador conta muito com a opinião dos seus atletas, fazendo deles seus ajudantes na busca de êxito desportivo. Este treinador é aquele que sabe falar, e sobretudo ouvir o que os jogadores também acham. Nunca se acha sempre o senhor da razão, e reconhece que também os jogadores podem ter a sua razão, aceitando criticas construtivas por parte destes, de forma a melhorar a performance da equipa.
· Pelo enquadramento pedagógico da sua acção;
· Pela sua dinâmica pessoal;
· Pelo estabelecimento das relações interindividuais assente na igualdade e justa repartição de responsabilidades;
· Pela criação de um clima de confiança, credibilidade e aceitação;
· Pelos exemplos que transmite aos praticantes/jogadores;
· Pelas convicções que exprime.
Um treinador deverá ter a capacidade de conseguir criar um grupo forte e unido de forma a criar um projecto coeso conseguindo mais facilmente atingir os objectivos propostos. Com um bom espirito de grupo, por vezes consegue-se ultrapassar barreiras quase impossiveis de ultrapassar. Dou o exemplo do Porto de José Mourinho. Este conseguiu construir uma equipa de jogadores que nunca tinham ganho nada, e com espiritio de sacrificio e com uma grande união conseguiram conquistar a Taça Uefa e a tão desejada Liga dos Campeões.
Um treinador deverá ter uma capacidade de imaginação muito grande, ter mente forte, ser ambicioso, ter um espirito combativo, ser firme, ser equilibrado emocionalmente (ter sentido de humor), ser sereno, saber tomar decisões, ser corajoso, saber reagir conforme as situações, ser um bom comunicador, ter a capacidade de moralizar os atletas (servir como um “pscicólogo”), saber falar e principalmente saber ouvir, ser uma pessoa atenta, saber reconhecer os seus erros.
Concluindo, um treinador além da sua capacidade como ser humano, tem de ser um bom gestor sendo também uma pessoa organizada. Tem de saber reagir conforme as mais diversas situações. Um bom treinador é aquele que nunca beneficia um certo jogador, mas sim aquele que beneficia o grupo no seu todo. Um bom treinador é um líder nato que sabe o que tem em mente e sabe transmitir as suas ideias a equipa.»
Fonte: Artigo publicado no Sintrasport da autoria de João Silva (Simão) - Atleta Sénior do Mem Martins e disponível em:






Hidratação para desportistas Quando estiver activo, não confie na sua sede.

Características associadas à personalidade - introversão/extroversão, sociabilidade, agressividade.
Factores Extrínsecos ao Atleta - A Tarefa
Factores Extrínsecos ao Atleta - A Situação
Fonte: Mestre Pedro Passos, in curso de Treinadores de Hóquei em Patins Nível 2- Porto - 2004
Neste gráfico podemos observar por um lado, o estado de forma que pretendo para a minha equipa e em que momento ao longo do ano.
A Carga de Treino é então a causadora das alterações ocorridas no organismo, sendo os exercícios e os métodos de treino os instrumentos necessários para provocar uma actividade qualitativamente superior dos diferentes sistemas e grupos musculares, com base em duas capacidades do ser humano: a capacidade funcional e a capacidade de adaptação. A direcção e profundidade da adaptação, isto é, a quantidade e qualidade da adaptação, são determinadas pela natureza, grandeza e orientação da carga.Cargas específicas e gerais – A especificidade da Carga de Treino é definida pela analogia dos exercícios (tarefas de treino) que a constituem com os processos físicos, táctico-técnicos e psicológicos característicos da sua modalidade. As cargas específicas garantem o desenvolvimento predominante das capacidades motoras e da mobilização dos sistemas funcionais próprios da competição. As cargas gerais desempenham um papel importante no desenvolvimento diversificado dos sistemas funcionais, ampliando a capacidade de adaptação e de estabilização das mesmas ao longo das diferentes épocas desportivas;
Cargas em função do modelo de periodização – As novas exigências dos quadros competitivos, onde numa época desportiva o Atleta disputa cada vez mais jogos e treina cada vez mais, levou ao aparecimento de novos conceitos relacionados com a carga de treino. A introdução de novos modelos de estruturação da época de treino, na qual se introduziram modificações na organização metodológica da carga de treino, provocou novas dinâmicas de adaptação e melhorias significativas na capacidade de rendimento dos Atletas.
GRANDEZA DA CARGA
A grandeza da carga é caracterizada pela quantidade e qualidade da carga prescrita, sendo classificadas em: fracas (não provocam adaptações no organismo), médias e fortes (provocam adaptações no organismo e progresso na capacidade de rendimento. São designadas em alguma bibliografia como cargas intermédias) e muito fortes (não promovem adaptações, provocando danos no organismo).
ORIENTAÇÃO DA CARGA
A orientação da Carga define a direcção da carga para um ou vários movimentos, acções, capacidades ou sistemas funcionais. A orientação da carga pode ser: Selectiva – quando a direcção da carga, ou seja a solicitação e o seu efeito se concretiza apenas para um movimento, acção, capacidade ou sistema funcional. Complexa – quando a direcção da carga, ou seja a solicitação e o seu efeito se concretiza em vários movimentos, acções, capacidades ou sistemas funcionais simultaneamente.
Prof. Jorge Lopes, in Curso de Treinadores Nível 2, 2005
No período preparatório trabalharemos com grandes volumes de cargas e baixas intensidades.
A partir de Novembro começamos a diminuir o volume da carga de uma forma gradual e também de uma forma gradual a aumentar a intensidade das cargas.
No mês de Janeiro, devido ao Natal e Passagem de Ano, baixamos um pouco a intensidade e o volume das cargas, voltando no mês de Fevereiro a subir a intensidade das mesmas para que a atletas se apresentem ao melhor nível nos meses de Fevereiro, Março, Abril e Maio, porque são os meses principais a nível de decisão de objectivos previamente traçados.
Fonte: Partes de um trabalho realizado por Helder Antunes "Planeamento Anual de uma Equipa de Hóquei em Patins Feminino", elaborado no âmbito do curso de treinadores nível 3 da FPP, 2007.
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PERIODO PREPARATÓRIO (Mês de Setembro e parte de Outubro - 3 semanas)
MICROCICLO 1
OBJECTIVOS
- Alcançar um nível de adaptação de “reserva” que permita enfrentar a duração da temporada e evite lesões. Pretende conseguir as adaptações orgânicas que permitam competir.
- Proporcionar actividades diferentes às atletas para que seja reforçado “o espírito de equipa”.
- Aquisição dos níveis de força e resistência básicos.
- Transferência para as manifestações de força, velocidade e resistências específicas do hóquei em patins.
- Continuar com o processo de desenvolvimento individual das jogadoras
- Iniciar as adaptações do organismo às cargas de treino.
- Realizar testes para a valorização das atletas.
CARACTERÍSTICAS
- As cargas são principalmente condicionais de carácter básico.
RESISTÊNCIA
- Intensidade média (F.C. 140 – 160 ppm.);
MEIOS
- Corrida contínua e/ou de intensidade variável e duração progressiva, estruturados em blocos com pausas intermédias de pouca duração.
- Circuitos de força resistência de grandes grupos musculares de intensidade média (40 % - 50%).
FORÇA
- Intensidade média.
- Volumes altos.
MEIOS DE TREINO
- Cargas condicionais de carácter básico.
- Pesos: trabalhar todos os grupos musculares Trabalho de força resistência, intensidade média.
- Circuitos de força (40 – 50 %) com volume crescente, exercícios globais.
- Auto cargas / exercícios pares / exercícios carga inespecífica / bola medicinal /....
- Trabalhar com maior número de sessões mas mais curtas.
FLEXIBILIDADE
- Medida preventiva e recuperadora.
- Distintos métodos de trabalho.
- A flexibilidade dirige-se a todas as articulações.
- Utilizam-se todos os métodos de trabalho.
PERIODO PREPARATÓRIO (Mês de Setembro e parte de Outubro - 3 semanas)
MICROCICLO 2,3 E 4
OBJECTIVOS
- Adquirir e recuperar padrões da motricidade específica.
- Conhecer os objectivos, estratégias e tácticas básicas da equipa.
- Adquirir o nível adaptativo específico que requere as características do Hóquei em Patins.
- Adquirir uma reserva condicional para o período competitivo.
- Elevar os índices de motivação das atletas.
CARACTERÍSTICAS GERAIS
- Continuar a aumentar o volume da carga.
- Recuperação da motricidade específica.
- Aquisição de novos elementos através de meios básicos e específicos
- Nos dois primeiros microciclos predominam as cargas básicas.
- Nos últimos microciclos predominam as cargas específicas.
RESISTÊNCIA
- Intensidade variável: média – alta / alta.
- Incremento progressivo da intensidade até ao limiar anaeróbico (F.C. 165 –180 ppm.).
- Trabalho aeróbico.
- Utilizar métodos intervalados e de curta duração.
Penso sinceramente que seria mais vantajoso para todos, mais justo e de certeza que a modalidade a médio e longo prazo ganharia mais com isso.
Não faz muito sentido de um lado dizermos que queremos mais formação para os treinadores, que queremos pessoas competentes a trabalhar diariamente nos clubes e depois na prática em vez de incentivarmos a isso, tomamos medidas, tais como a de inscrição ou transferências de treinadores de nível 3 serem muito mais caras que a de um treinador de nível 1, o que vem contrariar as tais boas intenções.
Sou defensor que o regime de inscrições de treinadores deveria ser diferente, aliás inverso ao que actualmente temos, quer pelas razões que expôs anteriormente, quer também como forma de reconhecimento por parte dos responsáveis para com os treinadores que durante muitos dias fazem cursos de treinador de hóquei em patins, onde acarretam as despesas de deslocação, de inscrição e muitas vezes de alimentação e também pelas horas que dedicam ao hóquei em detrimento da família."

Fonte: Opinião pessoal de Helder Antunes
